Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Ministros franceses vão à Romênia defender política contra ciganos

Bucareste não aceita argumentos de Paris de que minoria estaria ligada ao aumento da criminalidade

08 de setembro de 2010 | 11h 33
estadão.com.br

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, enviará dois ministros à Romênia na quinta-feira para explicar sua política migratória que está causando a expulsão de centenas de ciganos do território francês e gerando críticas de outros membros da União Europeia. As informações são da agência AFP.

O ministro da Imigração, Luc Besson, e o secretário de Estado para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche, viajarão a Bucareste, onde se encontrão com o primeiro-ministro romeno, Emil Boc, o ministro do Interior, Vasile Blaga, e o ministro de Relações Exteriores, Teodor Baconschi.

Em sua política contra a imigração irregular e contra a criminalidade, Sarkozy e os conservadores da França endureceram as medidas contra os ciganos, em sua maioria de origem búlgara ou romena, desmantelando dezenas de acampamentos e extraditando mais de mil deles desde o fim de julho.

O governo francês insiste que essas medidas estão de acordo com as leis vigentes na França e as regras europeias e usa o crescimento da criminalidade no país como pretexto para justificá-las.

As explicações, porém, não convenceram o governo romeno. "O argumento de que os ciganos ameaçam a segurança pública não é válido", denunciou a chancelaria de Bucareste. A Romênia, membro da União Europeia desde 2007, pediu a Bruxelas que verifique se a volta dos ciganos ao seu país de origem é "voluntária", como alega Paris.

No fim de agosto, Besson e Lellouche defenderam a política do governo em Bruxelas. Na terça-feira, todos os grupos parlamentares europeus, exceto o Partido Popular Europeu - o mais numeroso e de direita -, condenaram a expulsão dos ciganos e criticaram a falta de ação da Comissão Europeia contra Paris.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Vaticano criticaram as expulsões, mas a França não revogou as medidas. Para 55% dos franceses, a política contra os ciganos respeita os valores da república, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta.