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Mortes na Líbia passam dos 230, diz ONG de defesa dos direitos humanos

Human Rights Watch e Anistia Internacional cobram posição mais firme de autoridades do restante do mundo

20 de fevereiro de 2011 | 23h 57
Efe

LONDRES - O número de mortos em consequência da repressão às manifestações na Líbia motivadas por uma reforma na democracia do país subiram para 233, segundo o último levantamento feito pela ONG Human Rights Watch (HRW). A entidade de direitos humanos citou fontes médicas e outras para informar esse número, e pediu à União Africana e aos outros países do mundo que pressionem o governo de Trípoli a parar com a violência.

Manifestantes tomam tanque das Forças Armadas da Líbia - AP
AP
Manifestantes tomam tanque das Forças Armadas da Líbia

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"Está se criando uma potencial catástrofe para os direitos humanos na Líbia, num momento em que os manifestantes fazem frente ao terceiro dia de enfrentamentos, tiroteios e mortes", disse Sarah Leah Whitson, diretora da HRW para Oriente Médio e norte da África. "A Líbia está impondo um apagão informativo, mas não pode esconder a matança", declarou em comunicado.

O filho do líder líbio Muammar Kadafi, Saif Al-Islam, rebateu mais cedo, no entanto, o que chama de "exagero" da mídia em relação as mortes em confronto no país. Em pronunciamento na TV estatal, ele disse que "algumas poucas pessoas morreram e a violência contra a polícia aumentou", contrariando os relatos de testemunhas no local.

A HRW exigiu à comunidade internacional o embargo das exportações de armas e equipamento de segurança para a Líbia e que cobre o retorno do acesso a internet, interrompido totalmente desde sexta-feira. "Hoje o governo líbio mostrou ao mundo que está empenhando uma brutalidade implacável contra seu povo", conclui.

Já a Anistia Internacional afirmou hoje que "mais de cem pessoas foram mortas" nos protestos realizados na Líbia e alertou que poderia haver "mercenários estrangeiros" participando na repressão. "Está se assassinando um alto número de pessoas e a situação é progressivamente alarmante", disse em nota o diretor para Oriente Médio e norte da África da AI, Malcolm Smart.

Smart denunciou que "as forças leiais ao coronel Kadafi empregam uma força letal contra os manifestantes que pedem mudança" e disse que as consequências "são totalmente previsíveis". "Parece que o líder da Líbia ordenou que suas forças acabem com os manifestantes a qualquer preço, e esse preço está sendo pago com a vida dos líbios", concluiu.