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Na Islândia, Condoleezza Rice defende Guantánamo

30 de maio de 2008 | 15h 24
SUSAN CORNWELL - REUTERS

A secretária de Estado

norte-americana, Condoleezza Rice, negou nesta sexta-feira que

os prisioneiros detidos na base norte-americana de Guantánamo

tenham sido vítimas de abusos.

Rice, que falou a jornalistas durante visita breve à

Islândia, defendeu o governo Bush depois de ser perguntada

sobre uma resolução adotada pelo parlamento da Islândia que

criticava o governo norte-americano sobre Guantánamo.

A ministra das Relações Exteriores islandesa, Ingibjorg

Gisladottir, disse que havia falado com Rice sobre Guantánamo.

"Eu me oponho fortemente à noção de que há violações dos

direitos humanos em Guantánamo", disse Rice.

"Guantánamo é um lugar que mesmo o presidente já disse que

quer fechar. Há o problema do que fazer com as pessoas

perigosas que estão lá".

A resolução, que foi adotada de forma unânime pelos

parlamentares islandeses, incluindo a ministra das Relações

Exteriores e o primeiro-ministro, condena o tratamento

"desumano" dado aos prisioneiros de Guantánamo e faz um apelo

ao governo dos Estados Unidos para que a base seja fechada.

Rice parou na Islândia no retorno de uma viagem à Suécia

para uma conferência sobre a reconstrução do Iraque.

Ela disse que os Estados Unidos, que fecharam uma base

militar na Islândia em 2006 e retiraram seus caças F-15 do

país, tinham um compromisso claro para continuar cooperando com

a defesa de seu aliado da Otan.

"O acordo de cooperação de defesa prevê que uma vez que as

Forças americanas deixassem o país, haveria supervisão pelos

ares", disse Rice. "De fato, os países da ONU estão tomando

esta responsabilidade".

Rice acrescentou: "Concordamos hoje que uma coisa que

faremos, como temos mais experiência com este acordo, é que

iremos ver como os termos estão sendo cumpridos e o que mais

precisa ser feito".

A secretária de Estado expressou preocupação sobre o

ressurgimento de atividades russas no extremo norte do país,

mas ela não elaborou o comentário. Uma autoridade dos Estados

Unidos disse que os russos estavam andentrando no espaço aéreo

da Islândia desde que os Estados Unidos retiraram seus F-15.

Rice ainda disse que estava ansiosa por um relatório de seu

suplente, John Negroponte, que participou de um encontro de

cinco nações sobre disputas territoriais no Ártico nesta

semana. Os países decidiram deixar a ONU decidir sobre os

conflitos.

"Os Estados Unidos estão preocupados com o extremo norte",

disse. "Esta não deveria ser uma área de conflito. Pode ser uma

área de cooperação, no extremo norte e no Ártico".



Tópicos: EUA, RICE, ISLANDIA