Na Islândia, Condoleezza Rice defende Guantánamo
A secretária de Estado
norte-americana, Condoleezza Rice, negou nesta sexta-feira que
os prisioneiros detidos na base norte-americana de Guantánamo
tenham sido vítimas de abusos.
Rice, que falou a jornalistas durante visita breve à
Islândia, defendeu o governo Bush depois de ser perguntada
sobre uma resolução adotada pelo parlamento da Islândia que
criticava o governo norte-americano sobre Guantánamo.
A ministra das Relações Exteriores islandesa, Ingibjorg
Gisladottir, disse que havia falado com Rice sobre Guantánamo.
"Eu me oponho fortemente à noção de que há violações dos
direitos humanos em Guantánamo", disse Rice.
"Guantánamo é um lugar que mesmo o presidente já disse que
quer fechar. Há o problema do que fazer com as pessoas
perigosas que estão lá".
A resolução, que foi adotada de forma unânime pelos
parlamentares islandeses, incluindo a ministra das Relações
Exteriores e o primeiro-ministro, condena o tratamento
"desumano" dado aos prisioneiros de Guantánamo e faz um apelo
ao governo dos Estados Unidos para que a base seja fechada.
Rice parou na Islândia no retorno de uma viagem à Suécia
para uma conferência sobre a reconstrução do Iraque.
Ela disse que os Estados Unidos, que fecharam uma base
militar na Islândia em 2006 e retiraram seus caças F-15 do
país, tinham um compromisso claro para continuar cooperando com
a defesa de seu aliado da Otan.
"O acordo de cooperação de defesa prevê que uma vez que as
Forças americanas deixassem o país, haveria supervisão pelos
ares", disse Rice. "De fato, os países da ONU estão tomando
esta responsabilidade".
Rice acrescentou: "Concordamos hoje que uma coisa que
faremos, como temos mais experiência com este acordo, é que
iremos ver como os termos estão sendo cumpridos e o que mais
precisa ser feito".
A secretária de Estado expressou preocupação sobre o
ressurgimento de atividades russas no extremo norte do país,
mas ela não elaborou o comentário. Uma autoridade dos Estados
Unidos disse que os russos estavam andentrando no espaço aéreo
da Islândia desde que os Estados Unidos retiraram seus F-15.
Rice ainda disse que estava ansiosa por um relatório de seu
suplente, John Negroponte, que participou de um encontro de
cinco nações sobre disputas territoriais no Ártico nesta
semana. Os países decidiram deixar a ONU decidir sobre os
conflitos.
"Os Estados Unidos estão preocupados com o extremo norte",
disse. "Esta não deveria ser uma área de conflito. Pode ser uma
área de cooperação, no extremo norte e no Ártico".
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