Navio da Líbia de ajuda humanitária para Gaza segue para o Egito
Embarcação foi interceptada por Israel na terça e impedida de chegar ao território palestino
JERUSALÉM - O navio líbio que rumava a Gaza levando ajuda humanitária e que foi interceptado pela Marinha de Israel navega agora em direção ao Egito, desistindo de tentar furar o bloqueio israelense ao território palestino, informou nesta quarta-feira, 14, a agência de notícias estatal do Egito.
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A agência Mena, que cita fontes não identificadas do setor de segurança, disse que as autoridades egípcias e o Crescente Vermelho estão "se preparando" para receber o navio, que navega sob a bandeira da Moldávia. Um funcionário do governo de Israel também não identificado confirmou que o navio segue para o porto de el-Arish.
Um porta-voz da missão líbia, porém, insistiu que o navio seguirá tentando chegar a Gaza, mas que não resistirão com violência caso sejam impedidos. "Queremos chegar a Gaza, mas não queremos submeter ninguém a riscos", disse Youssef Sawani, da fundação islâmica presidida por Saif Gadafi, filho do líder líbio Muammar Kadafi, que patrocina a missão.
Na terça-feira, a Marinha israelense interceptou o navio e ameaçou atacá-lo caso tentasse chegar a Gaza, mas os organizadores da missão insistiram que rumariam para o território palestino. Com versões conflitantes, aumentaram os temores de que poderia haver um conflito como o ocorrido no fim de maio entre militares de Israel e ativistas de uma frota turca, quando nove civis morreram.
Um repórter da rede al-Jazeera a bordo do barco líbio - o Almathea - disse que dois navios de guerra israelenses navegavam ao lado da missão para impedir manobras que os levassem a Gaza e o forçassem a rumar par ao Egito. Militares de Israel disseram ter sido avisados pelo capitão do navio que o Egito seria o novo destino da embarcação.
O Almathea deixou a Grécia no sábado rumo a Gaza com cerca de 2 mil toneladas de alimentos e remédios. O Egito disse que levaria o carregamento aos palestinos caso o navio aportasse em el-Arish. O governo de Israel reiterou que os ativistas podem desembarcar no porto israelense de Ashdod caso queiram entregar os suprimentos.
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