Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Netanyahu e Abbas farão reuniões quinzenais para acordo de paz

Primeiro encontro acontece nos dias 14 e 15; EUA veem conversas produtivas e de boa-fé

02 de setembro de 2010 | 14h 17
Luiz Raatz - estadão.com.br

SÃO PAULO - O enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, anunciou nesta quinta-feira, 2, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, concordaram em se reunir nos próximos dias 14 e 15 de setembro para dar prosseguimento às negociações de paz.

Mitchell conversa com os jornalistas - J.Scott Applewhite/AP
J.Scott Applewhite/AP
Mitchell conversa com os jornalistas

Veja também:
blog Radar Global: 
Veja como foi a reunião
especialInfográfico: As fronteiras da guerra no Oriente Médio
especialLinha do tempo: Idas e vindas das negociações de paz
forum Enquete: Qual a melhor solução para o conflito?

O enviado e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, participarão do encontro. A cidade do Cairo, no Egito, é o local mais cotado para a reunião.

Em entrevista coletiva transmitida pela CNN, Mitchell disse que as negociações transcorrem de maneira produtiva e com boa fé entre os lados.

Segundo o enviado, ambos concordaram que o próximo passo é negociar um acordo prévio entre as partes. Abbas e Netanyahu irão trabalhar com o prazo de um ano para a criação de um Estado palestino.

O presidente palestino e o premiê israelense se reuniram com Hillary e Mitchell no departamento de Estado nesta tarde. Depois se encontraram a sós. Antes da reunião, ambos manifestaram interesse em alcançar um acordo de paz na região.

'Concessões dolorosas'

"A paz verdadeira só pode ser alcançada com concessões dolorosas e mútuas. O povo de Israel esta preparado a percorrer um longo caminho em um curto espaço de tempo", disse o premiê israelense, em discurso transmitido pela CNN.

Netanyahu ainda resumiu as duas condições que vê como fundamentais para a paz: o reconhecimento do Estado de Israel e garantias de segurança para seu povo.

Abbas voltou a pedir o fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia, cujo congelamento provisório acaba no dia 26, e do bloqueio israelense à Faixa de Gaza. "Estamos esperançosos com negociações que podem levar a uma paz justa", disse.

O presidente da ANP lembrou que nos acordos de Oslo, assinados em 1993, os palestinos se comprometem a reconhecer a existência de Israel. Abbas disse ainda que ordenou a busca dos suspeitos pela morte de quatro colonos judeus na Cisjordânia, dois dias atrás.

Retomada

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas há 19 meses, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até então.

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.

Leia mais:
link
Colonos israelenses retomam construção de assentamentos
linkHamas promete manter ataques contra Israel
linkBraço armado do Hamas realiza mais um ataque
linkRefugiados palestinos não creem em  chance de retorno