Número 2 da Al-Qaeda acusa presidente líbio de inimigo do Islã
Em fita, Ayman al-Zawahri diz que grupo da Líbia unirá forças com rede terrorista contra governo de Gaddafi
O número dois da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, criticou duramente o presidente líbio Muammar al-Gaddafi em uma nova gravação divulgada neste sábado, 2, acusando-o de ser um inimigo do Islã e de incitar o terrorismo ao reforçar os laços com os Estados Unidos. Na fita, de 28 minutos, o alto membro da rede terrorista anuncia que o Grupo Combatente Islamita na Líbia está unindo forças com a Al-Qaeda. A gravação, cuja veracidade não pôde ser comprovada, foi publicada em um site usado pelos insurgentes. Al-Zawahri pediu aos mujahedin (guerreiros sagrados muçulmanos) do norte da África que derrotem os líderes da Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos. "Hoje, com a graça de Alá, a nação muçulmana presencia um passo bendito... honoráveis membros do Grupo Combatente Islamita na Líbia anunciaram que se unem ao grupo Al-Qaeda para continuar a marcha de seus irmãos." "Ó nação da Jihad, apóia a teus filhos para que derrotemos nossos inimigos e livremos nossa terra de seus escravos", acrescentou Al-Zawahri citado os líderes de quatro países do norte da África. Além da ameaça de al-Zawahri, há uma acusação de Abu Laith al-Libi, o líder líbio da Al-Qaeda no Afeganistão, de que Gadhafi promove um regime tirano há décadas. "Ele é o tirano da Líbia e está empurrando o país para o pântano", afirmou al-Libi. "Depois de vários anos, ele (Gadhafi) descobriu que a América não é inimiga...e está iniciando uma nova cruzada." Por décadas, os EUA trataram a Líbia como um Estado renegado até Gaddafi chegar ao poder, em 1969, e voltar a atenção do país para o Ocidente. A Líbia foi renegada por promover vários grupos terroristas e tentar minar governos pró-Ocidente na África. Washington manteve o país em uma lista de países que apóiam o terrorismo e impôs sanções que bloqueavam a compra de petróleo líbio por companhias americanas. A Líbia é um país exportador de petróleo membro da Opep. Os laços foram retomados em 2003, depois que o presidente Gaddafi decidiu desmantelar seu programa nuclear. No último ano, os EUA removeram a Líbia dos países apoiadores do terrorismo. Em contrapartida, o governo líbio aceitou cooperar na luta contra os grupos insurgentes e, principalmente, na busca de membros da Al-Qaeda no norte africano e no Oriente Médio.
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