'NYT' rejeita artigo de John McCain sobre o Iraque
Jornal americano afirma que texto do republicano não está a altura do rival democrata sobre o mesmo tema
A campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, afirmou na segunda-feira, 21, que teve um artigo de opinião recusado pelo jornal americano The New York Times, que responderia ao publicado pelo diário na semana passada por Barack Obama. O argumento o NYT, segundo assessores de McCain, é que o texto não estaria a altura do publicado pelo rival. Veja também: Leia o artigo de Obama no NYT Obama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA O artigo de Obama, intitulado Meu plano para o Iraque, detalhava os planos do senador de Illinois para retirar as tropas americanas do país em 16 meses se for eleito. Segundo a campanha de McCain, o artigo recusado era crítica contra a postura de Obama e mostrava a posição do republicano sobre o calendário para a saída de tropas do conflito. Segundo a campanha republicana, o editor de opinião do NYT David Shipley afirmou que o jornal gostaria de ter um artigo do candidato republicano, mas que o enviado não teria sido publicado sem uma revisão, incluindo no texto como McCain definiria uma vitória no Iraque. Tucker Bounds, porta-voz do senador, assinalou que a posição de McCain não mudará "em função das demandas do diário". "John McCain acredita que a vitória no Iraque deve ser baseada nas condições locais, não em cronogramas arbitrários", afirmou. A porta-voz do NYT ressaltou que o jornal apoiou McCain nas primárias democratas e que é comum discutir versões diferentes com os autores de artigos. "Nós publicamos pelo menos sete artigos do senador McCain desde 1996. Levamos suas opiniões muito a sério", diz o comunicado do diário. O artigo de McCain era basicamente uma crítica à posição de Obama, argumentando contra o estabelecimento de um calendário para a retirada das tropas dos Estados Unidos do Iraque. "Em oito visitas ao Iraque, eu ouvi muitas vezes de nossas tropas que o Major General Jeffrey Hammond, comandante das forças de coalisão em Bagdá, recentemente disse que deixar o Iraque com um calendário estabelecido seria 'muito perigoso"', escreveu McCain.
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