Obama diz que demanda palestina ao Conselho de Segurança é 'um erro'

Presidente americano defende que negociações aconteçam fora do escopo das Nações Unidas

estadão.com.br

25 Maio 2011 | 11h17

Obama e Cameron discursam após churrasco na residência oficial do premiê

 

LONDRES - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira, 25, que o pedido dos palestinos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que se reconheça um Estado palestino nas fronteiras de 1967 é "um erro". Segundo Obama, um acordo de tal tipo implica concessões de ambas as partes.

 

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"Acredito que se os palestinos optarem pela via do Conselho de Segurança da ONU ao invés de sentar e negociar com os israelenses, será um erro", disse o presidente americano durante um discurso proferido em Londres junto ao primeiro-ministro britânico, David Cameron.

 

"A única maneira de vermos um Estado palestino é se os israelenses e os palestinos entrarem em acordo sobre uma paz justa", ressaltou Obama. Cameron apoiou a posição do presidente divulgada em um discurso na última quinta-feira, no qual Obama falou explicitamente que apoiava um Estado palestino nas fronteiras pré-1967, como um ponto de partida para as negociações de paz.

 

"Não acreditamos que o tempo para tomar uma decisão sobre uma resolução da ONU seja certo ainda, nem sequer existe uma (resolução)", disse Cameron. "Nós queremos discutir isso dentro da União Europeia e tentar maximizar a influência e a pressão que (o bloco) pode trazer para ambos os lados para que este processo vital tenha continuidade", completou.

 

Em um discurso feito na terça-feira para congressistas americanos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que está disposto a fazer concessões pela paz na região, mas que não recuará às fronteiras de 1967 e sequer aceitará partilhar Jerusalém, como pedem os palestinos.

 

"Estou disposto a fazer as dolorosas concessões para atingir essa paz histórica. Como líder de Israel, é minha responsabilidade", disse ele no Congresso. "Não é fácil para mim. Isso não é fácil, porque eu reconheço que a verdadeira paz necessitará da entrega de partes da terra natal ancestral dos judeus", continuou, referindo-se ao território ocupado da Cisjordânia.

 

Antes da coletiva conjunta entre Obama e Cameron, um churrasco foi oferecido pelas esposas deles - Michelle Obama e Samantha Cameron - na residência oficial do premiê britânico.

 

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