Obama questiona eleição no Irã e critica repressão do governo
'Aqueles que se levantam pela justiça estão do lado certo da História', diz presidente dos EUA sobre protestos
O presidente americano, Barack Obama, questionou nesta terça-feira, 23, a legitimidade da eleição iraniana, vencida pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. Em entrevista coletiva na Casa Branca, Obama disse haver grandes questionamentos sobre o resultado e que é impossível saber o que ocorreu nas urnas sem a presença de observadores internacionais.
Obama também condenou a repressão do governo iraniano a partidários do reformista Mir Hussein Mousavi, que há dez dias protestam contra supostas fraudes na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. No último domingo, o presidente Ahmadinejad, cuja reeleição é contestada pela oposição, acusou os EUA de interferirem em assuntos internos do Irã.
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" Já deixei claro que os EUA respeitam a soberania da República Islâmica do Irã e não interferimos em seus assuntos internos", disse Obama, "Mas não podemos deixar de testemunhar a coragem e a dignidade do povo iraniano. Quem luta pela liberdade está do lado certo da história", completou.
Obama ainda condenou as ameaças, espancamentos e prisões dos últimos dias. "Condeno firmemente estas ações", afirmou o presidente, que ainda prestou homenagem à iraniana Neda Agha Soltan, cuja morte pela polícia foi captada em vídeo e divulgada na internet. "Vimos esta mulher corajosa se opor à brutalidade e às ameaças e sangrar até a morte. Aqueles que se levantam pela justiça estão do lado certo da História", afirmou.
Perguntado se o Irã irá sofrer consequências pelo modo como tem agido, Obama não descartou mudar a atual política americana de aproximação, mas manteve a porta aberta ao regime dos aiatolás. "Vamos monitorar a situação antes de qualquer mudança", disse. "Demos ao Irã uma chance de se engajar com a comunidade internacional. Depende deles decidir se aceitam este caminho"
Esta foi a primeira grande manifestação de Obama sobre a repressão no Irã. O presidente estava sendo pressionado pela oposição republicana a tomar medidas mais duras com a república islâmica.
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