Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Obama recebe chinês Xi com tom amigável e posição firme

14 de fevereiro de 2012 | 17h 28
MATT S - REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou nesta terça-feira o próximo líder chinês, Xi Jinping, devido ao enorme superávit da China com os EUA, e prometeu continuar cobrando de Pequim melhorias na questão dos direitos humanos.

Em reunião na Casa Branca, Obama buscou assegurar a Xi que os EUA saúdam a "ascensão pacífica" da China, mas deixou claro que ainda há tensões relacionadas à crescente rivalidade econômica e militar entre os dois países mais ricos do mundo.

A visita de Xi à Casa Branca foi o ponto alto de uma viagem destinada a reforçar a presença internacional do vice-presidente chinês e mostrar que ele é capaz de conduzir a crucial relação entre os dois países durante a próxima década.

Obama desejava, por um lado, iniciar positivamente a relação com Xi, mas por outro precisava demonstrar firmeza, já que há um forte sentimento anti-China entre o eleitorado norte-americano e Obama é candidato à reeleição neste ano.

"Já tentamos enfatizar que, por causa do extraordinário desenvolvimento da China nas últimas duas décadas, com uma expansão do poder e da prosperidade vêm também um aumento das responsabilidades", disse Obama ao se sentar com Xi no Salão Oval.

"Queremos trabalhar com a China para assegurar que todos estejam trabalhando pelas mesmas regras quando se trata do sistema econômico mundial, e isso inclui assegurar que haja um fluxo comercial equilibrado não só entre os Estados Unidos e a China, mas também no mundo todo", afirmou.

Xi, que está sendo preparado para assumir a Presidência da China em março de 2013, se disse ansioso por construir uma "parceria cooperativa, baseada no respeito mútuo e nos interesses mútuos". Ele não respondeu às críticas veladas de Obama às políticas chinesas.

"Espero me envolver com amplos setores da sociedade norte-americana durante minha atual visita", disse Xi.

Os dois líderes sorriram enquanto o outro falava, e apertaram as mãos durante uma aparição diante dos jornalistas.

As relações entre a China e os EUA têm sofrido tensões devido a questões de comércio, câmbio, direitos humanos e intenções militares.

"Em questões críticas como direitos humanos, vamos continuar enfatizando o que acreditamos ser a importância de reconhecer as aspirações e direitos de todos", disse Obama.

Em frente à Casa Branca, cerca de 200 manifestantes anti-China gritavam palavras de ordem contra a repressão chinesa no Tibet - assunto que autoridades norte-americanas disseram que seria tratado na reunião com Xi.

As autoridades chinesas coreografaram cuidadosamente a viagem de Xi aos EUA para funcionar como um rito de passagem na transição do poder na China, que tradicionalmente acontece uma vez por década. Xi deve se tornar chefe do Partido Comunista chinês no final do ano, antes de assumir a Presidência em março.

(Reportagem adicional de Alister Bull e Caren Bohan)


Tópicos: EUA, CHINA, XI, ATUALIZA*