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Obama vai a público e promete sanções duras contra o Irã

Para presidente americano, enriquecimento de urânio pode levar a produção de armas nucleares

09 de fevereiro de 2010 | 17h 03
estadao.com.br

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira,9, em um pronunciamento na Casa Branca que os EUA estão preparando um regime significativo de sanções ao Irã em resposta ao programa nuclear do país persa.  

Obama conversa com jornalistas na Casa Branca - J Scott Applewhite/AP
J Scott Applewhite/AP
Obama conversa com jornalistas na Casa Branca

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Em sua primeira manifestação pública sobre o impasse nuclear iraniano em semanas, o presidente americano afirmou que Teerã desprezou as ofertas americanas e assegurou que o aumento no grau de enriquecimento de urânio nas usinas iranianas pode levar à produção de armas nucleares. Obama não deu prazo para o pacote de punições ser levado à cabo.

Mais cedo, o Pentágono afirmou que os EUA deviam pressionar pela adoção de sanções nas próximas semanas. Segundo um porta-voz do secretário de Defesa americano, Robert Gates, a comunidade internacional deve agir com urgência depois que o Irã decidiu enriquecer urânio em níveis maiores.

Na segunda-feira, após uma reunião de Gates com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, EUA e França concordaram em trabalhar por sanções pesadas ao Irã no Conselho de Segurança da ONU.

 Também nesta terça, o departamento de Estado americano informou nesta terça-feira, 9, que comunidade internacional está disposta a fornecer isótopos radioativos ao Irã. Desta forma, não seria necessário que Teerã elevasse o nível de enriquecimento de urânio em seus reatores para 20%.


"A proposta busca construir um nível de confiança", disse o porta-voz do departamento de Estado, PJ Harvey. O Irã alega que seu programa nuclear tem finalidades civis. O país já domina o enriquecimento de urânio a 3,5%, utilizado para energia nuclear. Em um nível de 20%, o material é usado para fins medicinais. Com mais de 90%, o mineral radioativo é utilizado na construção de bombas atômicas.

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O Irã alega que seu programa nuclear tem finalidades civis. O país já domina o enriquecimento de urânio a 3,5%, utilizado para energia nuclear. Em um nível de 20%, o material é usado para fins medicinais. Com mais de 90%, o mineral radioativo é utilizado na construção de bombas atômicas.

Idas e vindas

No último dia 2, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad havia afirmado que o Irã estaria disposto a enriquecer urânio fora do país, como prevê proposta feita pela AIEA em outubro, após ter rejeitado a proposta no final do ano passado.

O diretor da agência iraniana de energia atômica, Ali Akbar Salehi, incluiu o Brasil, a França e possivelmente o Japão entre os países que o governo do Irã aceitaria enviar urânio para ser enriquecido a 20% e, com isso, evitar suspeita sobre o possível uso militar de seu programa atômico. O Itamaraty negou qualquer contato neste sentido.

As potências ocidentais já tinham reagido com ceticismo às declarações de Ahmadinejad na semana passada. EUA, França, Reino Unido e Alemanha pediram ações concretas do Irã e uma comunicação oficial à AIEA de que o regime persa aceita a proposta de outubro.

No domingo, Ahmadinejad anunciou que enriqueceria o urânio dentro do Irã, mas que isso não impediria que o acordo com a AIEA fosse fechado.

O acordo

O acordo fechado em outubro entre o Irã, a AIEA e o grupo formado por EUA , Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha previa o envio de 70% do urânio com baixo índice de enriquecimento (3,5%) para a Rússia e para a França para ser enriquecido a 20%.

Com informações da Efe, AP e Reuters



Tópicos: Irã, Questão nuclear, EUA