OEA deixa Honduras certa de que diálogo colocará fim à crise
Delegação de Zelaya, porém, afirma que discussão está em 'ponto morto'; representante de Micheletti discorda
A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou nesta quinta-feira, 8, no final de sua visita a Tegucigalpa, seu convencimento de que o diálogo pode levar à superação da crise política no país, gerada pela deposição do presidente eleito de Honduras, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho.
Veja também:
Governo de facto tem êxito em lobby nos EUA, diz 'NYT'
Brasileiro na OEA diz que volta de Zelaya é 'inegociável'
Honduras: restituição de Zelaya é entrave
Especial: O impasse em Honduras
"A missão da OEA está convencida de que o diálogo iniciado com participação direta das partes pode levar à superação da crise política enfrentada pelo país", ressalta a organização, em uma declaração em Tegucigalpa, onde a missão se encontra desde a quarta-feira.
A OEA, que acompanhou o início do diálogo, "tem a esperança de que os integrantes da mesa assumam plenamente a responsabilidade que foi encomendada e de que seu trabalho permitirá abrir o caminho que poderia levar Honduras à recuperação da ordem democrática", segundo o comunicado.
A missão de chanceleres e representantes de países do continente americano, da Espanha e das Nações Unidas, liderada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, concluiu sua visita com a entrega da declaração, que foi lida pelo ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Bruno Stagno.
Victor Meza, ministro de Governo de Zelaya, disse a jornalistas que, "até o momento", estão "satisfeitos com os resultados", porque foi elaborada uma agenda para o diálogo. Meza, integrante da delegação de Zelaya no diálogo, enfatizou que o prazo para se chegar a um acordo dado ao presidente deposto vence no dia 15 de outubro.
"Ponto morto"
Por sua parte, o coordenador geral da Frente Nacional de Resistência contra o golpe de Estado, Juan Barahona, disse que o diálogo não teve avanços e que "está em ponto morto". Barahona acrescentou que a resistência popular que exige a restituição de Zelaya não cederá nessa exigência, nem na da instalação de uma Assembleia Constituinte, por ser "um direito do povo".
O líder popular ressaltou que "o ponto um (da negociação) é a restituição do presidente Zelaya", e que "enquanto não se avança nesse" ponto, não se pode passar "para o dois, o três e os demais". "Temos um prazo até 15 de outubro. Se não houver um acordo, não sabemos o que vai acontecer", disse Barahona, que informou ainda que o diálogo entre as delegações de Zelaya e Micheletti continuará à tarde.
Um dos membros da comissão negociadora de Micheletti, Arturo Corrales, afirmou que o diálogo "não está em ponto morto, porque em duas horas já se estabeleceu uma agenda".
Poucos minutos depois que a missão da OEA abandonou o hotel onde estava hospedada, cerca de 100 membros da resistência popular chegaram a protestar pela restituição de Zelaya e pela instalação da Assembleia Constituinte.
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Rota invade suposta reunião do PCC e ação ...
- 03 Marconi Perillo se antecipa à CPI do ...
- 04 Mercado financeiro prevê PIB abaixo de 3% em ...
- 05 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 06 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 07 Governo já discute redução de superávit ...
- 08 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados








