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Ofensiva do Exército mata mais 24 manifestantes na Síria

Segundo grupo de direitos humanos houve disparos dentro de mesquitas e detenções maciças

02 de agosto de 2011 | 8h 02

CAIRO - Pelo menos 24 pessoas morreram nas últimas 24 horas na ofensiva do Exército sírio contra os manifestantes em diferentes pontos do país, disse nesta terça-feira à Agência Efe o presidente do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdul Rahman.

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Rahman explicou por telefone desde Londres que dez pessoas perderam a vida quando participavam de manifestações organizadas na noite de ontem depois da oração de "Tarawih", típica do mês do Ramadã nas mesquitas.

Outros dez morreram ontem em Hama (centro), enquanto duas pessoas faleceram na localidade de Albu Kamal, na província oriental de Deir ez-Zor, e outras duas em Homs (leste).

Rahman assegurou que até o momento não foram registradas novas mortes nesta terça-feira.

"Ontem houve manifestações em todas as zonas e disparos até dentro das mesquitas, detenções maciças e uma campanha para aterrorizar os cidadãos", denunciou o ativista.

"É possível que os feridos se transformem em mártires", advertiu, com relação à gravidade do quadro de muitos dos feridos, e acrescentou que as cidades de Homs e Latakia foram cenário na noite de ontem de grandes manifestações depois do "Tarawih".

Enquanto prossegue a repressão, a imprensa oficial do regime de Bashar al Assad continua com sua visão particular dos fatos.

Segundo informou nesta terça-feira a agência oficial "Sana", "grupos armados" lançaram um intenso ataque ontem com munição e coquetéis molotov contra edifícios oficiais e delegacias em Hama.

Uma fonte oficial anônima assegurou à "Sana" que homens com metralhadoras patrulham a cidade em motos e que alguns deles se postaram em telhados, desde onde abriram fogo e lançaram os coquetéis molotov contra os edifícios governamentais.

Além disso, a televisão estatal recolheu testemunhos de soldados em hospitais supostamente feridos por "grupos terroristas armados".

Devido ao estrito bloqueio imposto à imprensa pelas autoridades sírias, nem estas versões nem os números de vítimas oferecidos pelos ativistas opositores puderam ser verificados de forma independente.

Desde meados de março, o regime de Bashar al Assad acusa grupos armados e terroristas de estarem por trás dos protestos e enfrentamentos que causaram a morte de mais de 1.618 civis e 374 efetivos das forças de segurança, segundo Rahman.