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ONU aprova endurecimento das sanções contra Coreia do Norte

Entre as medidas aprovadas está a permissão para inspecionar navios suspeitos em alto-mar e nos portos

12 de junho de 2009 | 13h 17

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira, 12, por unanimidade o endurecimento das sanções contra a Coreia do Norte em resposta ao recente ensaio nuclear que violou as resoluções da organização. A resolução proíbe todas as exportações de armas da Coreia do Norte e a maioria das importações de armas para o Estado comunista. A decisão ainda autoriza membros da Organização das Nações Unidas a inspecionar cargas norte-coreanas por terra, mar e ar, podendo pedir a apreensão e a destruição de qualquer bem transportado em violação às sanções.

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O texto, que não autoriza o uso da força contra a Coreia do Norte, insta todos os países da ONU a que implementem as sanções expandidas ao país comunista. O objetivo das sanções é punir Pyongyang por seu teste nuclear subterrâneo de 25 de maio, e os subsequentes disparos de mísseis, que violaram resoluções anteriores da ONU.

"Nós acreditamos que essa ação unificada pelo Conselho representa um passo muito significativo em resposta ao que o governo da Coreia do Norte anda fazendo", disse vice-embaixador da Grã-Bretanha na ONU, Philip Parham, aos repórteres. Ele expressou esperanças de que a resolução encoraje Pyongyang a "abandonar seu curso atual e tomar o caminho das negociações construtivas".

Tanto China como Rússia, que foram reticentes em apoiar medidas punitivas contra a Coreia do Norte, respaldaram o projeto de resolução redigido pelos EUA. O embaixador chinês na ONU, Zhang Yesui, afirmou que a medida mostra "firme oposição" às ambições nucleares de Pyongyang e pediu para que a Coreia do Norte interrompa o seu programa de armas nucleares. "Pedimos firmemente para que o regime honre com o seu comprometimento de desmantelamento nuclear, interrompendo qualquer movimento que piore a situação e volte para a mesa de negociações com as seis partes", afirmou Zhang em referência aos seis países que lideram as conversas China, Estados Unidos, as duas Coreias, Rússia e Japão).

A China é a maior aliada do regime norte-coreano. O embaixador chinês afirmou que a resolução aprovada pela ONU é apropriada, além de oferecer uma perspectiva positiva para Pyongyang, já que define que, se o país comunista cumprir com suas obrigações, as sanções serão suspensas. O embaixador chinês exortou os países a serem cautelosos ao inspecionar a carga norte-coreana. "Sob nenhuma circunstância deve haver o uso ou a ameaça do uso da força", disse Zhang, acrescentando que as inspeções deverão ser feitas de acordo com a lei doméstica e internacional.

Diplomatas do conselho afirmaram, sob a condição de anonimato, que não estava claro se a China - que é o país mais próximo a um aliado da Coreia do Norte - estava preparada para implementar ativamente a nova resolução com as sanções. Pequim ignorou uma rodada anterior de sanções contra Pyongyang, aprovada após o primeiro teste nuclear da Coreia do Norte em outubro de 2006.

A enviada dos EUA, Rosemary DiCarlo, disse ao Conselho de Segurança que a resolução criava "sanções marcadamente mais fortes" contra Pyongyang para persuadir o país a abandonar suas ambições relativas a armas atômicas. "A Coreia do Norte escolheu a via da provocação", disse ela. "Essa resolução nos dá instrumentos novos para impedir a capacidade da Coreia do Norte de proliferar e ameaçar a estabilidade internacional."