ONU pede investigação de ataques de Israel contra escola
Nesta 3ª, 40 morreram em bombardeio contra escola em Gaza; israelenses mortos por 'fogo amigo' são sepultados
O bombardeio israelense contra uma escola de Gaza administrada pela ONU e a morte de uma família de cinco membros por causa de um ataque contra sua casa "devem ser investigados e, caso a lei internacional tenha sido violada, os culpados devem ser processados". Esta afirmação estava nesta terça-feira, 6, no comunicado do coordenador humanitário da ONU para os territórios palestinos, Maxwell Gaylard, que lamenta que nem mesmo as instalações da ONU sejam seguras para os civis palestinos em Gaza.
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Também nesta terça-feira, foram enterrados em Jerusalém três militares israelenses mortos pelo "fogo amigo" de um tanque de Israel que bombardeou Gaza na segunda. O Exército disse que um outro oficial israelense também morreu e existe a chance de que ele também tenha sido morto por "fogo amigo."
Dois soldados e um sargento de Israel mortos por "fogo amigo" são enterrados. Foto: AP
Três membros de uma mesma família palestina morreram no ataque israelense de uma escola da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), onde buscaram refúgio. O lugar estava claramente sinalizado como estabelecimento administrado pelas Nações Unidas, informou a organização.
Outro bombardeio israelense que aconteceu nesta terça contra outra escola da UNRWA já deixou pelo menos 40 mortos, segundo fontes médicas em Gaza, embora o comunicado do coordenador ainda não faça referência ao mesmo.
Maxwell se refere da mesma forma a outro trágico incidente de segunda-feira, quando uma família inteira formada por cinco filhos e seus pais morreu quando o Exército israelense bombardeou sua casa. "Estas mortes colocam em evidência a trágica realidade da situação em Gaza para os civis, onde nem as casas nem os refúgios da ONU são seguros", afirma o membro da ONU.
"Cerca de um milhão e meio de palestinos civis estão perigosamente expostos aos combates. Não têm lugares seguros para os quais fugir", acrescentou. "Estes trágicos incidentes devem ser investigados e, se a lei internacional foi desobedecida, os responsáveis devem ser processados", declarou.
A UNRWA afirmou nesta terça que "de um ponto de vista legal este foi um ataque contra uma instalação da ONU". A morte dos últimos 40 palestinos no bombardeio desta terça contra uma escola aumenta para mais de 600 o número de mortos em Gaza desde que começou a ofensiva de Israel no dia 27 de dezembro passado, enquanto o número de feridos passa de 2.600.
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