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Oposição do Congo rejeita contagem da comissão eleitoral

03 de dezembro de 2011 | 17h 42
DAVID LEWIS E JONNY HOGG - REUTERS

Os partidos de oposição do Congo rejeitaram neste sábado os resultados parciais divulgados pela comissão eleitoral, que dão ao presidente Joseph Kabila, candidato à reeleição, uma vantagem inicial na contagem de votos da eleição presidencial de 28 de novembro.

Em uma declaração conjunta, assinada pelos principais partidos, incluindo o do veterano líder da oposição, Etienne Tshisekedi, a oposição citou irregularidades e disse que a comissão eleitoral estava "preparando psicologicamente a população para a fraude."

"Consequentemente, rejeitamos esses resultados parciais e os consideramos nulos e anulados," dizia o comunicado que foi lido por Vital Kamerhe.

O comunicado também dizia que a maneira como a comissão estava divulgando os resultados era ilegal.

A oposição pediu a mediação de outros líderes africanos, mas se negou a formar um governo de integração nacional com Kabila.

Resultados parciais divulgados pela comissão eleitoral (CENI) mostraram Kabila liderando a votação com 1.275.125 votos, enquanto Tshisekedi aparece atrás dele, com 2.233.447 votos, baseados na contagem de 33,3 por cento de seções eleitorais.

A contagem não incluía nenhum resultado dos votos da capital Kinhasa, onde Tshisekedi espera ter muito apoio. O percentual dos votos contados variou muito de uma província para outra.

O secretário-geral da UDPS, Jacquemain Shabani Lukoo, disse à Reuters que o governo se arriscava a incitar a violência pela suspeita de fraude generalizada.

"Se eles continuarem assim, certamente haverá problemas, não deixaremos isso assim," disse.

A comissão disse que foi forçada a divulgar os resultados parciais depois que hackers conseguiram publicar números falsos no seu site oficial, que mostravam uma grande liderança de Tshisekedi.


Tópicos: CONGO, OPOSICAO, REJEITA*