Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Opositor será julgado por crimes militares no Sri Lanka

Derrotado nas eleições presidenciais, Sarath Fonseka foi preso acusado por tentar matar mandatário

09 de fevereiro de 2010 | 12h 15
estadao.com.br

O general Sarath Fonseka, ex-líder do Exército e candidato derrotado nas eleições presidenciais do Sri Lanka, deverá comparecer a um tribunal para ser julgado por crimes militares, indicou uma fonte do governo nesta terça-feira, 9, segundo a agência AFP.

Jornais publicaram notícias sobre prisão de Fonseka - Dinuka Liyanawatte/Reuters
Dinuka Liyanawatte/Reuters
Jornais publicaram notícias sobre prisão de Fonseka

"Fonseka comparecerá ante uma corte marcial mesmo que já não seja um oficial em serviço. A lei se aplica durante seis meses depois de todo militar se aposentar', disse a fonte, sob condição de anonimato. O general é acusado de tentar derrubar o governo e matar o presidente, Mahinda Rajapakse.

Derrotado nas eleições de 26 de janeiro por Rajapakse, Fonseka foi preso na segunda-feira pela Polícia. Em maio de 2009, o general levou o Exército a uma vitória decisiva contra rebeldes separatistas.

O ex-chefe do Exército declarou à imprensa na segunda que mais de 50 colaboradores seus foram detidos e as autoridades queriam impedi-lo de apresentar provas de suas acusações de fraude eleitoral.

Protestos

A oposição convocou protestos por todo o país contra a prisão de Fonseka. A esposa do general, Anoma Fonseka, disse que ele não teve mais contato com a família e com os amigos e está sendo mantido em um lugar secreto. O governo nega as afirmações.

Alguns analistas dizem que a prisão de Fonseka, que ocorre antes das eleições parlamentares do Sri Lanka, tem o objetivo de prevenir que o candidato derrotado participe do pleito e fortaleça a oposição.