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Osama Bin Laden é morto em operação americana no Paquistão

Barack Obama autorizou operação na semana passada, Paquistão afirma compromisso contra terrorismo

02 de maio de 2011 | 10h 46

ISLAMABAD - Osama Bin Laden, o líder da organização terrorista Al-Qaeda, morreu ontem, 1, em uma operação conduzida pela CIA, a principal agência de inteligência dos EUA, em uma região montanhosa do Paquistão, próxima à fronteira com o Afeganistão.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, confirmou a morte de Bin Laden durante um pronunciamento no início da madrugada desta segunda-feira, 2. Segundo Obama, a operação que resultou na morte do líder da Al-Qaeda foi autorizada por ele na semana passada.

A operação foi colocada em prática pelas forças americanas ontem em um complexo próximo à cidade de Islamadab. Segundo CNN, Bin Laden estava em uma mansão com outros membros de sua família. Outros três homens - entre eles um filho do terrorista - e uma mulher também teriam sido mortos na operação.

Os rumores da morte de Bin Laden começaram a surgir na internet antes mesmo do anúncio oficial de Obama. Milhares de pessoas se aglomeraram em frente à Casa Branca, com, com bandeiras americanas, para comemorar a morte daquele que era o inimigo número 1 dos Estados Unidos. A cena se repetiu em Nova York, onde a população comemorou em frente ao marco zero.

Bin Laden ocupava o primeiro lugar na lista de criminosos mais procurados pelos Estados Unidos e era acusado de dezenas de atentados, entre eles os de 11 de setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil pessoas no World Trade Center, em Nova York, e no Pentágono, em Washington. Desde o 11 de setembro, ele era o criminoso mais procurado pelas forças americanas. A recompensa para informações que levassem ao seu paradeiro era de 25 milhões de dólares.

O corpo de Bin Laden, que tinha de 54 anos, está em poder das forças americanas.

Veículos de imprensa americanos afirmaram que o cadáver do líder da Al-Qaeda foi enterrado no mar hoje. De acordo com o jornal "New York Times " e a agência de notícias Associated Press, o funeral seguiu o preceito americano de enterrar o corpo no mesmo dia da morte.

Segundo a AP, as autoridades americanas justificaram o enterro no mar afirmando que seria difícil encontrar um país que aceitasse receber o corpo de um dos mais procurados líderes extremistas do mundo. As fontes não foram identificadas nas reportagens.

A morte de Bin Laden também foi confirmada pelo governo do Paquistão. Em comunicado, o governo paquistanês afirmou que a morte do líder da Al-Qaeda em seu território demonstra o seu compromisso em lutar contra o terrorismo junto com a comunidade internacional.

O comunicado afirma ainda que a morte de Bin Laden é resultado de "uma operação de serviços de inteligência" executada pelos EUA. "Paquistão teve um papel significativo nos esforços para eliminar o terrorismo".

Com Efe e AP