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Otan alcança acordo para financiar programa de aviões espiões

Aliança terá cinco drones de fabricação americana para vigiar território de seus países membros

03 de fevereiro de 2012 | 15h 06
Efe

BRUXELAS - Os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) alcançaram um acordo nesta sexta-feira, 3, para comprar cinco aviões espiões não tripulados e colocar em andamento seu programa de vigilância terrestre, no qual trabalham desde 1992.

Aviões devem entrar em operação entre 2015 e 2017, segundo o acordo - Northrop Grumman/Reprodução
Northrop Grumman/Reprodução
Aviões devem entrar em operação entre 2015 e 2017, segundo o acordo

O projeto, que prevê que os aviões terão base em Sigonella, na Itália, tem como objetivo oferecer aos responsáveis militares uma imagem global da situação em terra obtida a partir de grandes altitudes e independentemente das condições meteorológicas e da luz. Até agora a Otan vinha encontrando grandes dificuldades para financiar a iniciativa, que em 2010 foi definida como objetivo prioritário.

Finalmente, 13 países (Bulgária, República Tcheca, Estônia, Alemanha, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e Estados Unidos) serão responsáveis pela compra de cinco drones Global Hawk Block, de fabricação americana.

Embora apenas esses Estados irão pagar pelos aviões, as aeronaves serão mantidas e operadas pela Otan em benefício dos 28 membros da aliança militar. Está previsto que os drones estejam disponíveis entre 2015 e 2017, informou a organização. A Grã-Bretanha e a França fornecerão sistemas de vigilância adicionais que já têm à sua disposição.

A Espanha, que originalmente estava envolvida no projeto, decidiu abandoná-lo em 2009 junto com outros membros, ao considerar que as mudanças introduzidas sobre os planos originais tinham diminuído seu interesse do ponto de vista dos retornos industriais, como na geração de postos de trabalho.

O programa, denominado Alliance Ground Surveillance (AGS, na sigla em inglês, Vigilância Terrestre da Aliança, em tradução livre), se somará aos sistemas de vigilância aérea com os quais a Otan já conta.

 

Tópicos: Otan, Drones, Europa