Palestinos dizem ter votos suficientes no Conselho de Segurança da ONU
Mínimo de nove votos será garantido, diz ministro; EUA já prometeram usar poder de veto
NOVA YORK - O ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al-Malki, expressou confiança nesta terça-feira, 20, de que sua delegação vai angariar o mínimo de nove votos necessários para obter o apoio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo reconhecimento do Estado palestino.
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As resoluções do Conselho de Segurança precisam de nove votos no organismo formado por 15 nações para serem aprovadas, mas os Estados Unidos - um dos cinco membros permanentes com direito a veto - já disseram que vetarão a medida, o que impediria a sua aprovação. O Brasil ocupa atualmente uma das vagas rotativas do órgão e já reconheceu o Estado palestino.
Washington é aliado de longa data de Israel, e os israelenses, que se opõem à candidatura, por sua vez, disseram que os palestinos terão dificuldades para garantir o número mínimo necessário.
"Estamos trabalhando para isso (garantir os nove votos) e acho que conseguiremos", disse Malki, acrescentando que não considera a posição dos Estados Unidos imutável. "Esperamos que os americanos revisem sua posição e fiquem do lado da maioria das nações ou países que querem o apoio ao direito palestino de obter autodeterminação e independência", afirmou.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pretende apresentar na sexta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma inscrição para que o Estado palestino se torne um membro pleno da ONU, o que será contestado por Israel e os EUA.
Israel, que pediu por novas negociações diretas com os palestinos, opõe-se à medida na ONU e diz que ela é destinada a deslegitimar Israel. Os palestinos afirmam que sua candidatura no órgão internacional tem como objetivo abrir as portas para novas conversas de paz entre dois iguais - ambos Estados soberanos.
A última rodada de negociações diretas entre Israel e os palestinos fracassou há um ano depois que Israel se recusou a renovar uma moratória a novos assentamentos em áreas desejadas pelos palestinos para um futuro Estado.
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