Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Palestinos dizem ter votos suficientes no Conselho de Segurança da ONU

Mínimo de nove votos será garantido, diz ministro; EUA já prometeram usar poder de veto

20 de setembro de 2011 | 14h 04
Reuters

NOVA YORK - O ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al-Malki, expressou confiança nesta terça-feira, 20, de que sua delegação vai angariar o mínimo de nove votos necessários para obter o apoio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo reconhecimento do Estado palestino.

Veja também:
lista 
A busca pelo Estado palestino
lista GUSTAVO CHACRA: O Estado palestino
lista ENTENDA: O que os palestinos buscam na ONU
especialESPECIAL: As disputas territoriais no Oriente Médio

Al-Malki acredita que os Estados Unidos ainda possam mudar de posição quando ao Estado palestino - Andrés Iamartino/Efe
Andrés Iamartino/Efe
Al-Malki acredita que os Estados Unidos ainda possam mudar de posição quando ao Estado palestino

As resoluções do Conselho de Segurança precisam de nove votos no organismo formado por 15 nações para serem aprovadas, mas os Estados Unidos - um dos cinco membros permanentes com direito a veto - já disseram que vetarão a medida, o que impediria a sua aprovação. O Brasil ocupa atualmente uma das vagas rotativas do órgão e já reconheceu o Estado palestino.

Washington é aliado de longa data de Israel, e os israelenses, que se opõem à candidatura, por sua vez, disseram que os palestinos terão dificuldades para garantir o número mínimo necessário.

"Estamos trabalhando para isso (garantir os nove votos) e acho que conseguiremos", disse Malki, acrescentando que não considera a posição dos Estados Unidos imutável. "Esperamos que os americanos revisem sua posição e fiquem do lado da maioria das nações ou países que querem o apoio ao direito palestino de obter autodeterminação e independência", afirmou.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pretende apresentar na sexta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma inscrição para que o Estado palestino se torne um membro pleno da ONU, o que será contestado por Israel e os EUA.

Israel, que pediu por novas negociações diretas com os palestinos, opõe-se à medida na ONU e diz que ela é destinada a deslegitimar Israel. Os palestinos afirmam que sua candidatura no órgão internacional tem como objetivo abrir as portas para novas conversas de paz entre dois iguais - ambos Estados soberanos.

A última rodada de negociações diretas entre Israel e os palestinos fracassou há um ano depois que Israel se recusou a renovar uma moratória a novos assentamentos em áreas desejadas pelos palestinos para um futuro Estado.