Paquistaneses protestam nas ruas contra morte de Benazir
Situação é mais crítica em Karachi, cidade da ex-premiê oposicionista assassinada nesta quinta-feira em ataque
Manifestantes revoltados com o assassinato da líder da oposição no Paquistão Benazir Bhutto saíram às ruas de cidades paquistanesas nesta quinta-feira, 27, do Himalaia à costa sul. Como era previsto, os protestos foram mais fortes na província de Sindh, onde Benazir nasceu, e sua capital, Karachi. Veja também: Musharraf culpa terroristas por morte Bush diz que assassinato foi 'ato covarde' Benazir, uma história de dinastia política Cronologia: A trajetória de Benazir Assista ao vídeo Blog do Guterman: Guerra civil à vista
"A polícia foi colocada em alerta vermelho em Sindh", disse uma autoridade policial. Aumentamos a mobilização e estamos patrulhando todas as cidades, já que há problemas em quase todo lugar." Forças paramilitares foram também postas em alerta vermelho em outras partes do país.
Havia informações de que a situação estava se agravando em Karachi, onde milhares de pessoas protestavam. Pelo menos três bancos, um prédio do governo e uma agência do correio foram incendiados, segundo uma testemunha.
Em muitas estradas foram montadas barricadas com pneus em chamas, e havia relatos de tiros e pedras sendo lançadas. A maioria das lojas e estabelecimentos comerciais da cidade fechou. Na cidade de Hiderabad, no centro de Sindh, pelo menos 20 veículos foram incendiados.
Os manifestantes bloquearam estradas e protestaram contra o presidente Pervez Musharraf em Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa, no norte do país.
A polícia afirmou ter recebido ordens de bloquear a estrada principal entre as províncias de Punjab e Sindh, aparentemente para impedir a movimentação de manifestantes.
Também foram registrados quebra-quebras na cidade de Multan, no sudeste do país, embora houvesse poucos detalhes. Em Lahore, no leste, trabalhadores do partido de Benazir Bhutto colocaram fogo em três ônibus e danificaram vários outros carros, de acordo com a polícia.
"A situação não é boa no interior de Sindh. Um grande número de pessoas saiu para as estradas em muitas cidades para protestar", disse o oficial de polícia Fayyaz Leghari.
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