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Parentes recebem corpo de hondurenho vítima de chacina no México

Misael Castro Bardales é um dos 72 imigrantes assassinados no fim de agosto pelo crime organizado

07 de setembro de 2010 | 22h 14
Efe

TEGUCIGALPA- A Chancelaria de Honduras entregou nesta terça-feira, 7, a familiares o cadáver de outro hondurenho assassinado na chacina de 72 imigrantes no norte do México, após o corpo ter sido plenamente identificado.

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Uma irmã e outros parentes de Misael Castro Bardales, de 27 anos, receberam os restos em um ato presidido pelo chanceler Mario Canahuati na sede do Ministério de Relações Exteriores em Tegucigalpa, e logo após viajaram a Omoa, no Caribe, onde o corpo será enterrado.

Daisy Castro, irmã da vítima, disse à Efe que Misael saiu de Omoa em 10 de agosto com a intenção de chegar aos Estados Unidos e que a família não imaginava que ele poderia estar entre as vítimas do massacre.

O vice-chanceler hondurenho, Alden Rivera, explicou a jornalistas que o corpo de Misael era um dos quatro que foram retidos na última quarta pelas autoridades hondurenhas, após a suspeita de que eles não correspondiam às pessoas cujos nomes foram divulgados pelo governo do México.

Um total de 16 cadáveres foi repatriado na quarta, dos quais 12 foram entregues aos familiares das vítimas e os outro quatro ficaram sob investigação do Ministério Público.

Segundo Rivera, a identificação de Misael foi possível graças à investigação forense e à informação dada por sua família, e afirmou que são 13 as vítimas hondurenhas plenamente identificadas.

Canahuati reiterou que há outros cinco cadáveres hondurenhos "pré-identificados" no México.

Massacre

A polícia acredita que os imigrantes foram mortos por traficantes do cartel Los Zetas após se negarem a trabalhar como matadores de aluguel para os criminosos.

As únicas testemunhas do crime são o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que entrou em contato com as autoridades, o hondurenho sob proteção policial que colabora com as investigações no México, e o terceiro sobrevivente, ainda não identificado.

Lala, no entanto, afirmou à imprensa oficial de seu país que viajava em um grupo de 76 pessoas, deixando aberta a possibilidade de que existam mais duas testemunhas para o crime.

Desde 2006, a violência relacionada ao tráfico de drogas no México deixou mais de 28 mil mortos, a maioria na área fronteiriça com os EUA. O governo destacou 50 mil militares para combater os traficantes.