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Parlamento Europeu manifesta apoio a iraniana condenada a apedrejamento

Segundo membros da Comissão Europeia, sentença de Sakineh é 'desumana e de outra época'

06 de setembro de 2010 | 20h 17
estadão.com.br

ESTRASBURGO, FRANÇA- O Parlamento Europeu deu seu apoio unânime nesta segunda-feira, 6, a Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada a apedrejamento por adultério e envolvimento no assassinato de seu marido, ao denunciar uma "prática desumana, de outra época". As informações são da agência de notícias AFP.

Sakineh aguarda decisão sobre sua sentença em prisão - Reprodução
Reprodução
Sakineh aguarda decisão sobre sua sentença em prisão

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Segundo o comissário de Agricultura Dacien Ciolos, que falou em nome da Comissão Europeia, "a ideia de lapidação é tão bárbara que nossa condenação deve ser total".

Os deputados europeus devem submeter à votação nesta terça uma resolução a favor de Sakineh. O Parlamento deu sua ordem do dia para discutir o caso da iraniana, que qualificou como "uma urgência".

Um dos filhos de Sakineh afirmou hoje temer que sua mãe seja apedrejada na próxima sexta, no fim do Ramadã, o mês sagrado muçulmano. Franco Frattini, chanceler italiano, respondeu às preocupações do jovem garantindo que "nenhuma decisão foi tomada" em Teerã sobre sua mãe.

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, alterada para enforcamento.

Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.