Parlamento iraquiano suspende sessão sobre acordo com EUA
Membros do bloco xiita Sadr protestam e pedem que minuta que regula presença de tropas seja revista
O Parlamento iraquiano viveu nesta quinta-feira, 20, uma sessão cheia de discussões e de tensão sobre o pacto de segurança entre Estados Unidos e Iraque, que foi suspensa pelos protestos dos deputados do bloco xiita Sadr, segundo a rede de televisão Al Iraqiya. Os membros do bloco Sadr pediram que seja estudada a minuta do acordo, que regulará a presença de tropas estrangeiras no Iraque a partir de 2009 e determina saída para o final de 2011, sem que antes tenha sido elaborada uma lei que permita ao Conselho de Ministros aprovar pactos com outros países.
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Os deputados de Sadr expressaram sua inconformidade batendo os assentos na Câmara, o que causou o adiamento da leitura da minuta até a próxima semana, quando espera-se que o ambiente esteja mais calmo, explicou a cadeia. A segunda leitura da minuta - a primeira aconteceu na terça-feira passada - poderia ser feita no domingo ou na terça-feira, com o que ainda não se sabe o que ocorrerá com a votação do texto, que, a princípio, estava programada para a segunda-feira.
Por outro lado, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, advertiu em entrevista coletiva de que se o Parlamento não aprovar o acordo, a única opção será pedir ao Conselho de Segurança da ONU que prolongue o mandato concedido às forças multinacionais no Iraque, que expira no final deste ano, com algumas reformas.
Maliki disse que se não se acatar o prolongamento do mandato das tropas estrangeiras, estas perderão a cobertura legal para seu desdobramento no país. O primeiro-ministro criticou ainda os políticos que rejeitam o acordo de segurança porque, segundo ele, suas objeções sobre a libertação dos presos e a lei de anistia geral não estão relacionadas com o acordo de segurança, mas com os assuntos internos do país.
Maliki defendeu o pacto porque "tem várias vantagens para o país como a proteção que o governo dos EUA oferecerá aos fundos iraquianos no exterior". Além disso, explicou que, com a aplicação do acordo, se porá um fim no trabalho das companhias de segurança privadas estrangeiras no Iraque, cujo trabalho não estará permitido a não ser que obtenham uma permissão do Ministério do Interior iraquiano.
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