Polícia de Cambridge pede que Obama se desculpe
Oficiais apoiaram policial que prendeu professor negro de Harvard, atitude chmada de estúpida pelo presidente
Um grupo de policiais do estado de Massachusetts apoiaram nesta sexta-feira, 25, o policial que prendeu um professor universitário negro de Harvard e pediram ao presidente Barack Obama e ao governador do estado, Deval Patrick, que condenaram a atitude e a consideraram um insulto na quarta-feira, que se desculpem de seus comentários.
Obama disse que a polícia da cidade de Cambridge "agiu de forma estúpida" ao deter seu colega, Henry Louis Gates Jr., em sua própria casa próxima à Universidade de Harvard. O governador Patrick disse que a prisão de Gates era o "pesadelo de todo homem negro".
O presidente da Associação de Oficiais Superiores da Polícia de Cambridge, Dennis O'Connor, disse que os comentários de Obama foram "mal direcionados" e que a polícia "lamenta profundamente a implicação" de que a cor de Gates influenciou em sua prisão.
"O presidente disse que as ações da polícia foram estúpidas e relacionou o fato à história racial do país", disse O'Connor. "O presidente usou o adjetivo certo, mas o direcionou de forma incorreta".
A polícia compareceu à casa de Gates no dia 16 de julho de uma mulher ligar para a delegacia e dizer que dois homens negros com mochilas tentaram forçar a porta da frente de sua casa. Segundo Gates, ele retornava de uma viagem com seu motorista, encontrou a porta arrombada e tentou forçá-la para abrir. Quando a polícia chegou, o professor, que havia entrado na casa pela porta dos fundos, estava falando com a empresa responsável pela propriedade pelo telefone.
Segundo a polícia, Gates xingou os oficiais após o oficial James Crowley, que é branco, pedir sua identificação para provar que ele poderia estar na casa. Gates, então, acusou o policial de racismo, recusou-se a se acalmar e foi algemado.
Gates garante que se identificou quando Crowley pediu. O professor disse que foi preso ao acompanhar o policial para fora a casa e pediu o nome e o número do registro do oficial porque prestaria queixa sobre o tratamento que teve. Crowley se recusou a pedir desculpas e disse que apenas seguiu o protocolo.
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