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Polícia do México prende seis suspeitos de incendiar bar em Cancún

Autoridades suspeitam que donos se recusaram a pagar 'cota de proteção'; oito pessoas morreram

03 de setembro de 2010 | 20h 40
Efe

CANCÚN, MÉXICO- A polícia e o Exército mexicanos prenderam seis integrantes da gangue "Los Sureños", suspeitos de estarem envolvidos no ataque a um bar com coquetéis molotov que deixou oito pessoas mortas há três dias em Cancún.

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Um porta-voz da Procuradoria Geral de Justiça de Quintana afirmou que cinco foram presos ontem e o último, nesta sexta.

Em coletiva de imprensa, o procurador estadual Alor Quezada disse que as autoridades investigam a relação dos suspeitos com grupos do crime organizado que operam no norte do país e costumam incendiar comércios que se negam a pagar as chamadas "cotas de proteção".

"Sabemos que a nível nacional há grupos que extorquem comerciantes e colocam fogo os bares e comércios que não aceitam a extorsão. Aqui, isso é algo inédito. Os presos ontem são autores materiais do homicídio de oito pessoas, entre elas duas mulheres grávidas. Ainda faltam mais envolvidos", disse Quezada.

Os presos foram identificados como Alain Cortez Franco, 21; Miguel Hidalgo Polanco, 21; Jonathan David Sosa Calderón, 19; Javier Méndez López e Eleazar García Rodríguez, ambos de 20 anos. Hoje, foi detido Julio César Mancera Zamudio, de 34 anos.

Segundo as autoridades, todos têm tatuagens idênticas, com o número 13, parecidas com a de gangues que foram detectadas em estados como Chihuahua, no norte do México.

Em seus primeiros depoimentos, os jovens disseram que estavam reunidos na rua quando chegaram três homens em uma caminhonete e os contataram para "assaltar" uma barraca, mas ao se aproximarem do bar, disseram que haviam mudado de plano.

"Disseram a eles que agora o que iam fazer era enquadrar as pessoas na parede e tocar fogo nelas para dar uma lição em alguém", afirmou o procurador.