Polônia rejeita oferta dos EUA para escudo antimísseis
A Polônia rejeitou nesta sexta-feira
uma oferta dos Estados Unidos para aumentar suas defesas aéreas
em troca da utilização de seu território para a instalação de
um "escudo de mísseis". O governo polonês classificou a
proposta como insuficiente, mas disse que ainda continua aberto
para negociações com Washington.
A decisão da Polônia, aliada dos Estados Unidos na Otan, é
um revés para os planos do governo Bush para a defesa
antímísseis, que tem a intenção de contra-atacar possíveis
ameaças de Estados classificados por Washington como "nocivos",
entre eles o Irã.
"Não chegamos a um resultado satisfatório na questão do
aumento de segurança da Polônia", disse o primeiro-ministro
Donald Tusk em uma entrevista coletiva depois de ter estudado a
proposta norte-americana.
"O foco das negociações, no meu ponto de vista, é
intensificar a segurança do nosso país. Ainda concordamos que é
fundamental nos mantermos alinhados aos Estados Unidos, que tem
sido, é e continuará sendo nosso aliado estratégico."
Em Washington, um porta-voz da Casa Branca disse que os
Estados Unidos continuariam as negociações com a Polônia.
"As discussões irão continuar", disse Gordon Johndroe à
Reuters em uma mensagem enviada por email.
Os detalhes da oferta dos Estados Unidos não foram
publicados, embora Tusk tenha dito que havia uma proposta para
instalar mísseis "Patriot" que podem ser lançados do chão em
solo Polonês pelo período de um ano.
Durante as negociações, o governo de centro-direita de Tusk
procurou conseguir bilhões de dólares em investimentos dos
Estados Unidos para atualizar e melhorar a defesa aérea
polonesa, em troca de sediar 10 interceptadores de mísseis.
"Estamos prontos para aceitar propostas e correções do lado
americano, que incluiriam uma proposta para melhorar nossa
segurança. Podemos fazer isto em um dia, uma semana, um mês",
disse Tusk.
A República Tcheca concordou em receber um radar de
rastreamento no projeto. O parlamento ainda irá ratificar o
acordo.
A Rússia condenou o plano de defesa como uma ameaça para a
sua segurança.
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