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Porta-voz palestino crê que resolução da ONU é insuficiente

Documento aprovado pelo Conselho de Segurança não faz referências diretas à Israel

01 de junho de 2010 | 10h 28
EFE

JERUSALÉM - A resolução do Conselho de Segurança contra Israel é "insuficiente" porque não inclui os "elementos preventivos" necessários para o futuro, disse nesta terça-feira à agência de notícias Efe Ghasan Khatib, porta-voz do primeiro-ministro palestino Salam Fayad, cujo governo não se pronunciou sobre o assunto.

"Qualquer resolução que atribua responsabilidade a Israel pela violação do direito internacional e dos direitos humanos dos palestinos não pode ser suficientemente boa para evitar que se repitam esses fatos", agregou Khatib, que foi ministro em vários governos de Yasser Arafat.

Ele afirmou que o Executivo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) estuda a condenação emitida pela ONU em relação ao ataque israelense à "Frota da Liberdade" - no qual morreram pelo menos dez ativistas e cerca de 40 ficaram feridos -, e que nas próximas horas dra a conhecer sua postura oficial.

O Conselho de Segurança decidiu nesta terça-feira que será realizada uma investigação imparcial e credível dos fatos e condenou os "atos de força" que provocaram mortes, mas evitou condenar explicitamente Israel.

O Conselho de Segurança levou quase treze horas para negociar o documento que expressa sua preocupação perante a gravidade da operação militar israelense e finalmente aprovaram uma declaração presidencial que tem nível inferior em relação à resolução proposta por turcos palestinos e países árabes.

Para Khatib, "a falta de uma posição forte contra a violação dos direitos palestinos é o que alimenta Israel a seguir em violando-os, não apenas dentro da Cisjordânia e Gaza, mas também em outros cenários como nas águas internacionais".

A "Frota da Liberdade" foi interceptada por comandos israelenses a cerca de 110 quilômetros da cidade portuária de Haifa (norte de Israel).

"Creio que chegou o momento", enfatizou o porta-voz palestino, "de passar das condenações verbais às resoluções que contenham medidas práticas contra Israel para impedir a repetição de acontecimentos como os de ontem".