Portos argentinos operam normalmente apesar de 'boicote' por Malvinas
Ameaça, convocada por um sindicato, tem como alvo os navios de bandeira britânica
BUENOS AIRES - Carregamentos e descarregamentos de navios aconteciam normalmente nesta terça-feira, 14, nos portos argentinos, apesar de um sindicato ter ameaçado atrasar embarcações britânicas em meio ao aumento da tensão entre a Argentina e a Grã-Bretanha na disputa pelas Ilhas Malvinas.
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A ameaça, convocada pela Confederação Argentina de Trabalhadores do Transporte (CATT), tem como alvo os navios de bandeira britânica e aqueles que, sendo desta mesma origem, utilizem as chamadas "bandeiras de conveniência" de outros países, afirmou a entidade em comunicado.
"Aqui está tudo funcionando normal", disse à Reuters Guillermo Wade, gerente da Câmara de Atividades Portuárias de Rosário, principal agroexportador da Argentina e que abriga um dos maiores polos processadores de grãos do mundo.
"Oitenta por cento dos barcos que chegam têm bandeiras de conveniência, não somente os da Inglaterra. É uma questão de uso e costume no mundo", acrescentou.
O secretário-geral do Sindicato de Trabalhadores Marítimos Unidos, Omar Suárez, uma poderosa agremiação que faz parte da CATT, disse que o objetivo do protesto é atrasar a entrada e saída dos portos entre seis e 12 horas.
Ele disse que apenas sofrerão com a decisão os navios de empresas de "capital britânico puro", mas esclareceu que a medida excluirá o navio inglês British Ruby, da BP, que chegou na segunda-feira com 55 mil toneladas de gás natural liquefeito importado pela empresa de energia estatal Enarsa.
Os barcos com bandeira das Ilhas Malvinas estão proibidos de atracar nos portos da Argentina, uma medida compartilhada pelos outros membros do bloco econômico Mercosul.
A tensão retórica entre Argentina e Grã-Bretanha aumentou recentemente, a poucas semanas do aniversário de 30 anos do conflito nas Ilhas Malvinas, cuja soberania é reivindicada por Buenos Aires.
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