Pouso de Boeing 787 durante teste eleva pressão sobre projeto
Um avião Boeing 787, que fazia um voo de teste, pousou na terça-feira no Texas com fumaça na cabine, forçando a retirada de todas as pessoas que estavam a bordo. Foi o primeiro incidente desse tipo, o que aumenta a pressão sobre um programa que já está atrasado.
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) e a Boeing disseram que o Dreamliner de dois motores estava se aproximando do aeroporto de Laredo em um voo de rotina para Yuna, no Arizona, no final da tarde, quando a tripulação informou sobre a presença de fumaça.
A aeronave pousou com segurança e todas as 42 pessoas a bordo deixaram o avião em rampas de emergência. Os serviços de emergência chegaram para o atendimento e uma pessoa sofreu um pequeno ferimento durante a retirada, disse a Boeing em resposta por email.
O avião -- marcado ZA002 -- é um dos seis 787 que estão sendo testados.
Não se sabe a causa da fumaça, disse a Boeing. A FAA informou que investigaria o incidente.
"Estamos continuando a coleta de informações referentes ao evento", disse a porta-voz do Boeing, Loretta Gunter.
A fumaça pode ser causada por uma série de fatores, incluindo fiação, iluminação, outros problemas eletrônicos ou sistemas da aeronave.
A aeronave de fuselagem larga é equipado com sistemas técnicos para monitorar o desempenho durante os testes de voo.
A fabricante também disse que não havia motivos para suspeitar que os motores da aeronave fabricados pela Rolls-Royce tenham alguma relação com o incidente.
A Rolls-Royce está tentando resolver questões de segurança e acalmar as preocupações do investidor sobre a violenta falha de um motor da série Trent em um Aribus A380 da Qantas na semana passada. O avião, transportando 459 passageiros e a tripulação, pousou com segurança em Cingapura, e a Qantas pousou o superjumbo de quatro motores para revisão.
O avião da Boeing, de peso leve, feito de composto de carbono, está quase três anos atrás na programação, depois de repetidos atrasos em decorrência de problemas de engenharia e na cadeia de fornecimento. A Boeing está usando fornecedores em todo o mundo.
(Reportagem de John Crawley)
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