Premiê palestino diz que irá prevenir futuros ataques como o da Cisjordânia
Para Salam Fayad, assassinato de quatro colonos judeus a tiros vai contra interesses palestinos
RAMALLAH- A Autoridade Palestina afirmou nesta terça-feira, 31, que irá tomar medidas para prevenir novos ataques como o que matou quatro colonos judeus na Cisjordânia, um dia antes do relançamento de negociações diretas entre israelenses e palestinos.
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Em um comunicado de seu gabinete, o primeiro-ministro palestino Salam Fayad condenou o atentado. "Nós condenamos essa operação, ela vai contra os interesses palestinos" e o objetivo da criação de um Estado palestino soberano nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital, afirmou.
A operação "na região de Hebron e o momento em que ocorre tenta afetar os esforços da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) para mobilizar o apoio internacional às reivindicações palestinas", que, segundo Fayad, seria o fim da ocupação (israelense) e a liberdade e independência do povo palestino.
O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa - grupo radical ligado ao Fatah, que governa a Cisjordânia, reivindicaram o ataque, que qualificaram como uma "ação heróica" contra a ocupação israelense.
Quatro israelenses foram mortos nas proximidades da colônia judia de Kyriat Arba, na região de Hebron, quando o automóvel no qual viajavam foi alvejado em uma estrada entre um assentamento e o povoado palestino de Bani Naim.
Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou às forças de segurança de seu país que persigam os homens que mataram os quatro colonos judeus sem "restrições diplomáticas".
Em Washington para reuniões de paz com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o premiê israelense garantiu que a violência não mudará as fronteiras do Estado judeu.
Com Reuters e AFP
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