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Premiê palestino pede fim de assentamentos em territórios ocupados

Segundo Salam Fayad, colônias de judeus diminuem credibilidade do processo de paz

07 de setembro de 2010 | 19h 47
Efe

MADRI- O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayad, pediu nesta terça-feira, 7, à comunidade internacional o fim dos assentamentos "ilegais" de Israel em território palestino, porque diminuem a "credibilidade" do processo de paz.

Fayad conversa com jornalistas em Madri - Angel Diaz/Efe
Angel Diaz/Efe
Fayad conversa com jornalistas em Madri

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Em um comparecimento conjunto com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, Fayad ressaltou que os assentamentos representam um "obstáculo destrutivo" para a paz entre palestinos e israelenses e, por isso, pediu à comunidade internacional que "diga não aos assentamentos ilegais".

O primeiro-ministro, que se reuniu com Zapatero para analisar a relação bilateral e a situação no Oriente Médio, especificou hoje, ao ser perguntado sobre um comentário feito no passado sobre a declaração unilateral do Estado palestino, que não discutiu essa possibilidade.

Fayad e o presidente do governo espanhol também pediram que a União Europeia (UE) desempenhe um "papel mais dinâmico" no processo de paz no Oriente Médio.

Zapatero, por sua parte, ofereceu respaldo do Executivo espanhol às conversações de paz diretas entre palestinos e israelenses, retomadas na semana passada em Washington, e garantiu que "a UE deve ter um papel maior nesse diálogo direto".

O governo espanhol e a ANP firmaram hoje uma declaração política para apoiar que as negociações com os israelenses incluam as fronteiras, Jerusalém, os refugiados, a segurança, os assentamentos e o tema da água.

Ambas as partes acreditam que o diálogo deve conduzir ao fim da ocupação israelense e à criação de um Estado palestino independente em um ano.

"A Espanha não reconhecerá nenhuma modificação nas fronteiras anteriores a 1967, incluindo as referidas a Jerusalém, mais que aquelas que sejam acordadas entre israelenses e palestinos", afirma o texto assinado.

O documento também pede que Israel detenha a discriminação de palestinos em Jerusalém e que desmantele os assentamentos construídos desde março de 2001, assim como o fim a qualquer tipo de bloqueio e Gaza.

Negociações

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas há 19 meses, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.