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Presidente da Guiné-Bissau é assassinado por militares

Ataque contra João Bernardo Vieira é registrado após a morte do chefe das Forças Armadas crítico ao governo

02 de março de 2009 | 6h 18
Agências internacionais

O presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, foi morto nesta segunda-feira, 2, por efetivos militares em sua residência em Bissau, capital do país. O assassinato aconteceu algumas horas depois da morte do chefe do Estado-Maior do Exército e crítico do governo de Vieira , general Batista Tagme Na Wai. O militar foi morto em um ataque na noite de domingo e que destruiu parte do quartel-general das Forças Armadas.   Veja também: Guiné-Bissau tem histórico de instabilidade política   Vieira é um ex-militar que governou o país até ser deposto em uma guerra civil na década de 1990, retornando ao poder em uma eleição em 2005. O presidente vinha entrando em choque com o general Na Wai. O presidente foi assassinado quando tentava sair de casa, cercada por soldados do Exército. "A morte do chefe de Estado João Bernardo Vieira está confirmada. Sua mulher está na embaixada angolana", disse à Reuters Sandji Fati, um coronel aposentado do Exército. "Nino Vieira recusou-se a deixar sua residência quando diplomatas da embaixada angolana foram apanhá-lo e à sua mulher para um local seguro", afirmou Fati. Fontes ligadas à área de segurança conformaram a morte do presidente.   Após a morte do presidente, as Forças Armadas disseram em comunicado que não se tratava de um golpe de Estado e que a ordem constitucional será respeitada. O texto garante que o Parlamento tomará o controle do país, como estipulado pelo país no caso da morte do presidente. Segundo os militares, a morte de Vieira é atribuída a um grupo "isolado" de soldados não identificados e perseguido pelo Exército.   Uma fonte de segurança disse que soldados da etnia balante, a mesma de Tagme Na Wai, lideraram o ataque a Vieira, e saquearam sua casa. "Tagme sempre disse que seu destino e o do presidente estavam ligados. E que, se ele morresse, o presidente também morreria", disse a fonte. Tiroteios e explosões ressoaram na cidade de Bissau nas primeiras horas da segunda-feira. A maior parte dos moradores ficou em casa, e não estava claro quem controlaria o país.   O atentado que causou a morte na noite de domingo do general Na Wai foi realizado com uma bomba colocada na sede do Estado-Maior do Exército, que também deixou cinco feridos, entre eles dois graves, ao mesmo tempo em que derrubou parte do prédio. Após o atentado, altos comandos militares ordenaram que as emissoras de rádio privadas da capital interrompessem suas transmissões e a televisão pública também ficou fora do ar. "Para a segurança dos jornalistas, deve-se fechar a emissora e deixar de transmitir", afirmou o porta-voz militar aos funcionários de uma das rádios.   O general fez parte de um grupo golpista que derrubou o governo de Vieira na década de 1990. Após um tempo exilado, Vieira foi eleito para o cargo novamente em 2005. Desde então, o general Na Wai se mostrou bastante crítico em relação ao presidente. Ele denunciou em janeiro um atentado frustrado do qual responsabilizou membros da guarda do presidente, que disse que abriram fogo durante a passagem de seu veículo diante do Palácio Presidencial. Em 23 de novembro de 2008 um grupo de militares atacou à noite a residência do presidente Vieira, deixando um saldo de dois mortos.   Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e, desde que obteve a independência de Portugal em 1974, sofreu vários golpes de Estado. Nos últimos anos, Guiné-Bissau se transformou em centro da rota do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa e altos cargos do governo e chefes militares foram acusados de participar deste negócio ilegal.   Matéria atualizada às 8h10.





Tópicos: Guiné-Bissau

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