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Presidente do Irã diz que Israel vai 'desaparecer do mapa'

02 de junho de 2008 | 8h 32
REUTERS

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad,

disse na segunda-feira que Israel vai logo desaparecer do mapa

e que o "poder satânico" dos Estados Unidos está se destruindo,

em mais um ataque contra seus arquiinimigos.

Ahmadinejad falou durante um encontro com convidados

estrangeiros para marcar o 19o aniversário da morte do aiatolá

Ruhollah Khomeini, líder revolucionário iraniano, segundo a

ageência de notícias oficial Irna.

"Você deve saber que o regime sionista criminoso e

terrorista, que tem 60 anos de saques, agressões e crimes em

sua ficha, chegou ao fim de seu trabalho e logo vai desaparecer

da cena geográfica", disse.

Falando sobre os Estados Unidos, ele disse que a era de

declínio e destruição de seu "poder satânico" já começou. E

acrescentou: "O sino já tocou e a contagem regressiva para a

destruição do império de poder e riqueza já começou".

A oposição a Israel é princípio fundamental do Irã, que

apóia os militantes palestinos contrários às negociações de paz

com o Estado judeu.

Em 2005, Ahmadinejad declarou que Israel deveria ser

"varrido do mapa" e, com isso, ultrajou a comunidade

internacional.

Em abril, um importante comandante militar iraniano disse

que seu Exército responderia a qualquer ataque de Israel

"eliminando-o". Washington condenou os comentários.

Os Estados Unidos, que romperam os laços diplomáticos com o

Irã logo após a Revolução Islâmica de 1979, lideram os esforços

para isolar Teerã devido a seu polêmico programa nuclear.

Alguns analistas especulam que Israel ataque o Irã para

impedir a continuidade de suas atividades nucleares. O Ocidente

suspeita que seu objetivo seja a produção de armas nucleares. O

Irã, que não reconhece Israel, insiste que deseja ter

tecnologia nuclear somente para a produção de energia.

O Irã, que é também o quarto maior produtor de petróleo do

mundo, diz ter desenvolvido mísseis balísticos capazes de

atingir Israel e as bases norte-americanas na região.

Washington afirma que quer uma solução diplomática para a

disputa nuclear, mas não descarta uma intervenção militar caso

isso não dê certo. Teerã insiste que não vai ceder à pressão

ocidental.

(Reportagem de Hashem Kalantari e Hossein Jaseb)



Tópicos: IRA, ISRAEL, DESAPARECER