Presidente do Irã diz que Israel vai 'desaparecer do mapa'
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad,
disse na segunda-feira que Israel vai logo desaparecer do mapa
e que o "poder satânico" dos Estados Unidos está se destruindo,
em mais um ataque contra seus arquiinimigos.
Ahmadinejad falou durante um encontro com convidados
estrangeiros para marcar o 19o aniversário da morte do aiatolá
Ruhollah Khomeini, líder revolucionário iraniano, segundo a
ageência de notícias oficial Irna.
"Você deve saber que o regime sionista criminoso e
terrorista, que tem 60 anos de saques, agressões e crimes em
sua ficha, chegou ao fim de seu trabalho e logo vai desaparecer
da cena geográfica", disse.
Falando sobre os Estados Unidos, ele disse que a era de
declínio e destruição de seu "poder satânico" já começou. E
acrescentou: "O sino já tocou e a contagem regressiva para a
destruição do império de poder e riqueza já começou".
A oposição a Israel é princípio fundamental do Irã, que
apóia os militantes palestinos contrários às negociações de paz
com o Estado judeu.
Em 2005, Ahmadinejad declarou que Israel deveria ser
"varrido do mapa" e, com isso, ultrajou a comunidade
internacional.
Em abril, um importante comandante militar iraniano disse
que seu Exército responderia a qualquer ataque de Israel
"eliminando-o". Washington condenou os comentários.
Os Estados Unidos, que romperam os laços diplomáticos com o
Irã logo após a Revolução Islâmica de 1979, lideram os esforços
para isolar Teerã devido a seu polêmico programa nuclear.
Alguns analistas especulam que Israel ataque o Irã para
impedir a continuidade de suas atividades nucleares. O Ocidente
suspeita que seu objetivo seja a produção de armas nucleares. O
Irã, que não reconhece Israel, insiste que deseja ter
tecnologia nuclear somente para a produção de energia.
O Irã, que é também o quarto maior produtor de petróleo do
mundo, diz ter desenvolvido mísseis balísticos capazes de
atingir Israel e as bases norte-americanas na região.
Washington afirma que quer uma solução diplomática para a
disputa nuclear, mas não descarta uma intervenção militar caso
isso não dê certo. Teerã insiste que não vai ceder à pressão
ocidental.
(Reportagem de Hashem Kalantari e Hossein Jaseb)
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