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Presidente do Paraguai tem 6 filhos, diz mãe de criança

Governo nega que mães de supostos filhos do ex-bispo formaram comissão para pleitear paternindade

23 de abril de 2009 | 9h 42
Agências internacionais

Damiana Morán, a terceira mulher que afirmou ter um filho com o presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, disse na quarta-feira que ele é pai de pelo menos seis filhos bastardos e que foi formada uma associação de mulheres para encaminhar os casos de suposta paternidade. A informação sobre a criação do grupo foi negada pelas ministras das pastas da Mulher e da Criança e do Adolescente.

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Damiana contou que a ideia de formar a associação surgiu de conversar mantidas com responsáveis da Secretaria da Criança e do Adolescente e da Secretaria da Mulher, dependências do Estado com caráter ministerial. Segundo ela, o grupo buscará evitar que a situação "seja manipulada politicamente" por inimigos do presidente. "Formamos uma equipe de trabalho que se encarregará de administrar todos os casos de paternidade. Até o momento tenho a informação de que existem seis casos", afirmou a militante de esquerda.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, as ministras Gloria Rubín, da Secretaria da Mulher, e Liz Torres, da Criança e do Adolescente, negaram a criação da comissão de mães de supostos filhos de Lugo. A nota divulgada nesta quinta afirma ainda que não é prevista a criação da associação.

Damiana afirmou ter um filho de 1 ano e 4 meses com o presidente. Ao contrário das outras duas mães, no entanto, ela disse que não entraria com ação de reconhecimento da paternidade nem exigiria pensão alimentícia. 

Segundo ela, Lugo não sabia, até segunda-feira, quando ela o procurou, que era pai de seu filho. Ela diz que decidiu divulgar o fato "em nome da verdade", depois do surgimento de outros casos, e de ter tido conhecimento da lista de seis outras mulheres que reivindicariam o reconhecimento da paternidade de seus filhos por Lugo. A lista não incluiria Damiana nem as outras duas mulheres que já afirmaram ter tido filhos com o presidente. Segundo Damiana, o advogado de Lugo, Marcos Fariña, disse-lhe que o presidente reconheceria a paternidade de seu filho.

Lugo, de 57 anos, foi bispo de San Pedro até janeiro de 2005, quando o Vaticano aceitou sua renúncia. Mas continuou como sacerdote até dezembro de 2007, quando deixou a batina para se lançar à presidência.

(Com Lourival Sant'Anna, de O Estado de S. Paulo)

Matéria atualizada às 12h15.



Tópicos: Paraguai, Fernando Lugo