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Presidente iraniano chama Israel de 'falso regime' de sionistas

03 de junho de 2008 | 9h 34
PHIL STEWART - REUTERS

A Europa está pagando os preços econômicos

e políticos de um "falso regime" de sionistas, disse o

presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na terça-feira. É o

segundo ataque verbal a Israel nesta semana.

Na segunda-feira, ele disse que o Estado judeu logo

desaparecia do mapa e que o "poder satânico" dos Estados Unidos

seria destruído.

"Não acredito que minhas declarações tenham causado

problemas", disse Ahmadinejad em sua primeira viagem à Europa

como presidente.

"As pessoas gostam dos meus comentários porque elas vão se

salvar da imposição dos sionistas. Os europeus foram os maiores

prejudicados pelos sionistas e os custos deste falso regime,

sejam custos econômicos ou políticos, estão nos ombros dos

europeus", disse.

Ahmadinejad não se explicou. Ele está em Roma para

participar do encontro das Nações Unidas sobre a crise dos

alimentos.

O presidente iraniano pediu um encontro particular com o

papa Bento 16. O Vaticano diz que todos os chefes de Estado que

queiram ver o papa durante a reunião foram recusados porque o

pontífice não conseguiria atender a todos.

Um comunicado do Vaticano se opôs às reportagens da

imprensa que consideraram a atitude do papa esnobe.

Na segunda-feira, Ahmadinejad disse: "Vocês devem saber que

o regime sionista, criminoso e terrorista, depois de 60 anos de

saques, agressões e crimes, chegou ao fim de seu trabalho e

logo irá desaparecer da cena geográfica".

Em Nova York, Ronald S. Lauder, presidente do Congresso

Judaico Mundial, disse ter reclamado às Nações Unidas e ao

governo italiano sobre a presença do presidente iraniano na

conferência organizada pela Organização de Alimentos e

Agricultura (FAO).

"É lamentável que um líder como ele, que desaponta tanto o

seu povo quanto a comunidade internacional, tenha permissão

para ofuscar a agenda desta importante conferência da FAO",

disse Lauder.

Os Estados Unidos, que romperam relações diplomáticas com o

Irã depois da Revolução Islâmica de 1979, lideram esforços para

isolar Teerã devido ao seu polêmico programa nuclear. O

Ocidente suspeita de que o Irã queira produzir bombas atômicas.

O Irã nega, dizendo que somente quer usar energia nuclear.

Washington diz querer uma solução diplomática para o caso,

mas não descarta uma intervenção militar.



Tópicos: IRA, AHMADINEJAD, ISRAEL