Primeiro dia de eleição no Egito tem longas filas e termina sem incidentes
Apesar de voto não ser obrigatório, eleitores foram maciçamente às urnas; votação para o Parlamento segue terça
CAIRO - Na primeira eleição depois de 30 anos da ditadura de Hosni Mubarak, os egípcios formaram longas filas na porta dos locais de votação nesta segunda-feira, 28, em muitos casos com espera de horas.

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Embora o voto não seja obrigatório e fosse um dia normal de trabalho no país, os eleitores compareceram maciçamente na votação para o Parlamento, que prosseguirá na terça-feira no Cairo e nos outros oito Estados do país.
O dia transcorreu sem grandes incidentes, apesar da ocupação da praça Tahrir por manifestantes que exigem a renúncia da junta militar que governa o país, de mudanças na distribuição das zonas eleitorais e da desconfiança por parte de muitos eleitores em relação à Justiça eleitoral, herdada do regime de Mubarak.
A eleição está polarizada entre islâmicos e seculares. De um lado, a Irmandade Muçulmana, o grupo mais bem organizado e com maior credibilidade que restou do antigo conjunto de partidos, aliado do Al-Nur ("A Luz"), novo partido salafista (islâmico radical).
No outro extremo, estão os seculares do Bloco Egípcio, que reúne três partidos liberais, e da Aliança Completando a Revolução, composta por grupos de jovens e socialistas.
Depois desses dois dias, as eleições para a Assembleia Popular, como é chamada a Câmara dos Deputados, continuarão em outros dois conjuntos de Estados, terminando no dia 3 de janeiro. A partir daí começará a eleição para o Conselho da Shura, equivalente ao Senado, que terminará em março.
A Câmara dos Deputados nomeará os 100 integrantes de uma assembleia que vai elaborar a nova Constituição. Cedendo às pressões dos manifestantes, a junta militar prometeu eleição presidencial para até o fim de junho.
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