Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Promotoria da Suécia pressiona pela extradição de Julian Assange

Audiência na Suprema Corte termina nesta quinta, mas decisão só sai em alguma semanas

02 de fevereiro de 2012 | 11h 15
Associated Press

LONDRES - A promotoria da Suécia pressionou a Suprema Corte da Grã-Bretanha a extraditar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, insistindo que a justiça sueca tem o direito de exigir o retorno dele ao país, onde é acusado de delitos sexuais, para ser julgado.

Assange nega acusações de delitos sexuais feitas por duas mulheres suecas - Paul Hackett/Reuters
Paul Hackett/Reuters
Assange nega acusações de delitos sexuais feitas por duas mulheres suecas

Veja também:
especialESPECIAL:
Por dentro do Wikileaks

O australiano nega as acusações, que remontam de encontros que manteve com duas mulheres suecas durante uma viagem em 2010. Assange rejeita as alegações e se recusa a voltar à Suécia, dizendo temer que o caso torne-se uma ferramenta política e não receba um tratamento justo.

A questão da extradição de Assange chegou à Suprema Corte britânica na quarta, quando a defesa do fundador do WikiLeaks alegou que advogados não podem exercer um papel judicial e pedir a extradição de uma pessoa, afirmando que não podem atuar como juízes em seus próprios casos.

Clare Montgomery, da promotoria sueca, rejeitou as alegações da defesa e afirmou que há países europeus que permitem que advogados façam pedidos de extradição, o que, neste caso, seria endossado pela corte da Suécia. "Permitir que promotores peçam extradições é uma prática consistente há muito tempo", afirmou a advogada.

Especialistas dizem que Assange terá uma dura batalha judicial para evitar sua extradição. A audiência deve terminar nesta quinta-feira, mas o veredicto deve sair somente daqui algumas semanas.