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Reféns colombianos: do seqüestro à perspectiva de liberdade

Veja os principais momentos da queda de braço entre governo e guerrilheiros para troca humanitária

19 de dezembro de 2007 | 22h 00

Embora alguns dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estejam em cativeiro há quase dez anos, a projeção internacional da questão dos seqüestrados políticos da guerrilha esquerdista ganhou força a partir de 2002, após uma onda de ataques contra importantes personalidades da vida pública do país.

 

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Veja os principais momentos da queda de braço entre governo e guerrilheiros colombianos a partir 2002.

 

2002

Fevereiro: guerrilheiros das Farc seqüestram Ingrid Betancourt, candidata presidencial pelo partido Verde, e sua chefe de campanha Clara Rojas

 

Dezembro: Farc exigem do governo a desmilitarização de uma área de 115 mil km2 para abrigar negociações para uma troca de prisioneiros entre guerrilha e governo

 

2003

Fevereiro: guerrilheiros derrubam avião e seqüestram três cidadãos americanos

 

Julho: Avião francês é enviado para Manaus supostamente para receber Ingrid Betancourt. A operação fracassa e gera incidente entre Paris e Brasília

 

2004

Setembro: Farc fazem novo pedido de desmilitarização e reduzem área para 31 mil km2, no municípios de Chairá e San Vicente del Caguán

 

2005

Dezembro: França, Espanha e Suíça propõe negociar troca de prisioneiros com observadores internacionais numa pequena cidade próxima de Florida e Pradera. Uribe aceita a proposta

 

2006

Janeiro: Farc dizem desconhecer a proposta européia e dizem que a negociação favoreceria Uribe, que visa ser reeleito

 

Dezembro: Ex-ministro Fernando Araújo, que havia sido seqüestrado, escapa do cativeiro na selva colombiana. Após dois meses é nomeado chanceler colombiano

 

2007

Maio: Uribe dá anistia a um grande número de guerrilheiros presos por "razões de estado". Entre os beneficiados está o "chanceler" das Farc Rodrigo Granda, cuja libertação teria sido reivindicada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

 

Junho: As FARC anunciam a morte de 11 deputados reféns em "fogo cruzado". Governo denuncia suposto "assassinato"

 

Agosto: Uribe autoriza a mediação do presidente Hugo Chávez na busca de uma troca de prisioneiros

 

Novembro: Presidente colombiano retira venezuelano das negociações alegando que Chávez quebrou um dos termos do acordo ao passar por cima do governo e tratar diretamente com a cúpula do Exército. Menos de dez dias depois, Bogotá divulga fotos, vídeos e cartas dos 16 dos reféns, entre eles Ingrid e três cidadãos americanos



Tópicos: Colômbia, Farc