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Republicanos buscam votos dos cubano-americanos na Flórida

Maioria dos cubano-americanos vota nos republicanos, por causa do apoio do partido ao embargo contra Cuba.

28 de janeiro de 2008 | 19h 25
Patrícia Campos Mello, enviada especial

John Mc Cain, Rudy Giuliani, Mitt Romney, Mike Huckabee - todos os principais candidatos republicanos passaram pelo restaurante Versailles, em Little Havana, para pedir a bênção dos líderes da comunidade cubano-americana e, de quebra, tomar um 'cortadito', café com leite e açúcar. O voto dos cubano-americanos é muito importante nas primárias da próxima terça,feira, 29. A Flórida tem 1 milhão de cubano-americanos, sendo que 770 mil estão na região de Miami.

 

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"Queremos que o próximo presidente dos Estados Unidos nos ajude a voltar para Cuba, retomar o poder e recuperar as nossas coisas", diz Luis de Varona, empresário do ramo imobiliário famoso na comunidade cubano-americana. Varona e grande parte dos cubano-americanos acham que John Mc Cain é o candidato que vai defender os cubanos-americanos.

 

O senador já faturou o apoio de cujos grandes formadores de opinião, como o deputado Lincoln Díaz Balart e o senador Mel Martínez, anunciaram apoio a Mc Cain. "Mc Cain será o pior pesadelo de Fidel Castro", entusiasmou-se Martínez. Mas o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, também tem grande apelo na comunidade.

 

A maioria dos cubano-americanos vota nos republicanos, por causa do apoio do partido ao embargo contra Cuba. Eles também se ressentem da decisão do então presidente Bill Clinton de mandar o menino Elián Gonzalez de volta para Cuba, para ficar com seu pai. Mas uma parcela crescente dos mais jovens e liberais, muitos deles nascidos nos EUA, começa a apoiar também os democratas.

 

"Você é do Brasil? O que o seu presidente fez é uma vergonha!", adverte o exaltado Varona. "Ser amigo de um ditador como Fidel Castro, que assassinou milhares de pessoas, é como ser amigo do Hitler. Ah, e o Che Guevara é outro assassino, as pessoas precisam enxergar isso", diz Varona, pegando no pescoço da repórter e mostrando como Guevara teria matado seus companheiros. Varona vai todo dia ao Versailles para tomar café e discutir política com seus companheiros. Ele vai votar em Mc Cain porque considera o senador um grande herói de guerra.

 

Os cubano-americanos, na maioria, são linha-dura em relação a imigração. A maioria deles ganha asilo político e green card rapidamente nos EUA, e é bastante severo em relação a companheiros ilegais do resto da América Latina. "É duro deportar alguém, mas esses 'indocumentados' estão cometendo um crime, não podem ficar aqui", diz Fernando Gonzalez, aposentado e coordenador do grupo Fraternidade Cubana. Ele joga dominó todos dias no Clube do Dominó Maximo Gomez, onde só entra quem tem mais de 55 anos, é proibido cuspir no chão, ficar sem camisa ou gritar. Gonzalez morou em Nova York por muito tempo, e, como outros exilados da cidade, vai votar em Giuliani.