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Retrospectiva 2011

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Retrospectiva 2011: Captura e morte de Muamar Kadafi

Ditador reprimiu protestos, mas rebeldes pegaram em armas e derrubaram regime após guerra civil

20 de dezembro de 2011 | 10h 00
estadão.com.br

SIRTE, LÍBIA - Depois de Tunísia e Egito, os protestos da Primavera Árabe chegaram à Líbia, onde o coronel Muamar Kadafi reinava sem resistência havia mais de 40 anos. A revolução, porém, fez com que o ditador mobilizasse seu Exército e passasse a massacrar seus opositores, esmagando brutalmente aqueles que ousassem protestar contra o regime.

Corpo do ditador era exibido como troféu pelos insurgentes - Manu Brabo/AP
Manu Brabo/AP
Corpo do ditador era exibido como troféu pelos insurgentes

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Em pouco tempo, a guerra civil estava instaurada na Líbia. Os rebeldes - que contaram com o apoio de desertores entre os militares e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - organizaram-se e passaram a lutar contra o ditador, avançando pouco a pouco e tomando as instalações do regime.

Em agosto, após meses de conflitos, os opositores tomaram o complexo do ditador e assumiram o controle da capital, Trípoli. O regime caía, mas seu chefe continuava desaparecido - e sem admitir derrota.

Dois meses mais tarde, em 20 de outubro, os insurgente capturaram Kadafi em um buraco de esgoto em Sirte, sua cidade natal. O coronel, que estava assustado e passara os últimos meses fugindo e se escondendo, acabou sendo torturado e morto pelos rebeldes - as imagens do corpo dele e de um dos filhos, também morto, em exposição, chocaram o mundo e despertaram uma espécie de sentimento que, em vida, Kadafi não gozara.

Com a morte do ditador, a Líbia, estava finalmente "libertada", como os líderes políticos da revolução disseram.