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Rússia estuda proposta de missão de paz na Síria, mas pede cessar-fogo

Segundo Moscou, plano da Liga Árabe só poderá ser adotado se o regime de Damasco autorizar

13 de fevereiro de 2012 | 8h 25
Agência Estado e Associated Press

MOSCOU - O ministro de Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta segunda-feira, 13, que seu país estuda a proposta da Liga Árabe para que seja criada uma missão de paz conjunta com a Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria, mas detalhou que seria necessária uma declaração de cessar-fogo antes do envio dos "capacetes azuis".

Para Lavrov, países árabes devem detalhar melhor o plano para o envio de uma missão de paz - Sergei Karpukhin/Reuters
Sergei Karpukhin/Reuters
Para Lavrov, países árabes devem detalhar melhor o plano para o envio de uma missão de paz

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"Antes precisamos de paz, que então seria mantida", disse Lavrov em Moscou, onde recebeu o chanceler dos Emirados Árabes, o xeque Abdullah bin Zayed al-Nahyan. "Estudamos essa iniciativa e esperamos que nossos amigos nos países árabes deixem alguns pontos claros. Para o envio de uma força de paz, é preciso autorização do país que a receberá", concluiu.

"Em outras palavras, você precisa fechar algo que lembre um cessar-fogo. Mas o problema é que grupos armados que estão lutando contra o regime sírio não respondem a ninguém e não são controlados por ninguém", prosseguiu a autoridade russa.

A proposta da criação da missão de paz foi feita pela Liga Árabe no domingo - o próprio regime sírio criticou a iniciativa. O grupo também pediu que os demais países árabes cortes as relações diplomáticas que mantêm com Damasco.

A Rússia tem atuado como um aliado do regime do presidente sírio, Bashar Assad, no cenário internacional, apesar da pressão do Ocidente. Moscou já usou seu poder de veto contra um resolução que pedia a fim do regime de Damasco no Conselho de Segurança da ONU.

De acordo com a ONU, a revolta contra Assad, que está prestes a completar um ano, já deixou mais de 5 mil mortos. O governo sírio culpa "grupos armados e terroristas" pela onda de violência.