Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional

Primavera Árabe

Início do conteúdo

Rússia manterá venda de armas para a Síria

Moscou afirma que comércio com Damasco não desrespeita leis e obrigações internacionais

02 de fevereiro de 2012 | 10h 42
Associated Press

BEIRUTE - Uma autoridade da área de defesa da Rússia disse nesta quinta-feira, 2, que o país não vai suspender a venda de armas para a Síria, reiterando a posição de Moscou como parceira de Damasco, apesar da pressão internacional que recai sobre o governo sírio por conta da repressão aos protestos pró-democracia.

Veja também:
especialMAPA: 
A revolta que abalou o Oriente Médio
mais imagens OLHAR SOBRE O MUNDO: Imagens da revolução
tabela ESPECIAL: Um ano de Primavera Árabe 

Anatoly Antonov, vice-ministro da Defesa, disse que a venda de armas da Rússia para a Síria não viola nenhuma lei ou obrigação internacional. "Não há nenhuma restrição sobre nosso comércio de armas atualmente", disse ele em entrevista coletiva, de acordo com as agências do país. "Nós devemos cumprir nossas obrigações e é exatamente o que estamos fazendo", completou.

Moscou tem atuado como um dos maiores parceiros da Síria - junto do Irã - enquanto Damasco esmaga opositores que tentam, desde março, derrubar o regime do presidente Bashar Assad. A Rússia inclusive usa seu poder no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para vetar resoluções contra o regime sírio.

A posição russa é em parte motivada por seus laços estratégicos e de defesa com a Síria, principalmente no que diz respeito à vende de armas. Mas a Rússia também rejeita o que vê como um domínio dos Estados Unidos sobre a ordem mundial. Em janeiro, Moscou assinou um acordo de US$ 550 milhões para vender caças a Damasco.

Embaixadores da ONU estão tentando superar a oposição russa a uma resolução no Conselho de Segurança que pediria a renúncia de Assad. Moscou afirma que vetará qualquer texto que não deixe clara a exclusão de qualquer tipo de ação militar contra os sírios ou que demande o fim do atual governo.

De acordo com a ONU, mais de 5 mil pessoas morreram desde o início da revolta contra Assad, em março de 2011. Nos últimos meses, opositores e desertores militares começaram a se organizar para combater as tropas do regime. Damasco culpa "terroristas e grupos armados' pela violência.