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Rússia reduz envio de gás à União Europeia pela Ucrânia

Corte é punição por Kiev roubar combustível; bloco europeu exige que impasse por preço seja solucionado

06 de janeiro de 2009 | 10h 19
Agência Estado e agências internacionais

A situação do fornecimento de gás da Rússia para a Europa "mudou dramaticamente" durante a madrugada e "está piorando", de acordo com o ministro da Indústria e Comércio da República Checa, Martin Riman, que é membro de uma delegação da União Européia em Kiev. "A quantidade de gás transportado da Rússia para a Ucrânia diminuiu e a situação na fronteira da Eslováquia está piorando", disse ele.   O Ministério de Economia e Energia da Bulgária, por sua vez, afirmou que a oferta de gás da Rússia para Bulgária, Grécia, Macedônia e Turquia foi interrompida durante a noite. "As entregas de gás natural na fronteira entre a Bulgária e a Romênia para a Bulgargaz, destinadas ao mercado búlgaro e para trânsito para a Grécia, Turquia e Macedônia, foram paralisadas às 3h30 (23h30 de Brasília)", disse a pasta em comunicado.   O ministério convocou uma reunião emergencial para enfrentar a questão e também pediu a todos os consumidores de gás do país que "limitem seu consumo ao mínimo e utilizem fontes de energia alternativas quando possível". A Rússia cobre 92% das necessidades de gás da Bulgária e este país está atualmente compensando a queda na oferta por meio do uso de até 4,3 milhões de metros cúbicos de gás por dia de seus próprios depósitos em Chiren, no noroeste do país.   A União Européia qualificou como "completamente inaceitável" os cortes no fornecimento de gás russo para alguns de seus membros. A União Européia pediu que as duas partes - Rússia e Ucrânia - retomem imediatamente as negociações para buscar um acordo.