Saiba quem são as reféns libertadas pelas Farc após 6 anos
Clara Rojas e Consuelo Gonzáles foram entregues ao governo venezuelano nesta quinta-feira
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram nesta quinta-feira, 10, as políticas Consuelo González de Perdomo e Clara Rojas, que eram mantidas em cativeiro na selva pela guerrilha. Essa é a primeira vez na história recente da Colômbia que as Farc soltam de forma unilateral reféns de destaque. O país vive há mais de quatro décadas numa guerra civil que já fez milhares de vítimas.
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A seguir, veja os dados mais importantes sobre as duas reféns libertadas.
Consuelo González de Perdomo - Era deputada nacional pelo Partido Liberal e tinha 51 anos quando foi sequestrada por um comando rebelde, em 10 de setembro de 2001, numa estrada do Departamento do Huila. Em mais de seis anos de cativeiro, a família dela só recebeu uma prova de vida.
Seu marido, Jaime Perdomo, morreu em 2003, de parada cardíaca. Suas duas filhas, Patricia e María Fernanda, participam de um movimento pela libertação de reféns das Farc.
Clara Rojas - Advogada tributarista, 43 anos, foi sequestrada junto com a então candidata a presidente Ingrid Betancourt, em fevereiro de 2002, numa estrada do Departamento do Caquetá. Rojas era chefe da campanha de Betancourt e posteriormente foi registrada como vice na chapa presidencial.
Sua amizade com a candidata havia começado em 1993, quando trabalhavam no Ministério de Comércio Exterior, durante a Presidência de César Gaviria. Ambas seguiram rumos distintos, mas voltaram a se encontrar quando Rojas foi eleita deputada. A advogada também havia sido assessora da candidata na campanha de 1998 ao Senado, em que a franco-colombiana Betancourt foi a mais votada.
Posteriormente, Rojas trabalhou também como consultora da Organização das Nações Unidas (ONU) e em escritórios internacionais de direito.
Clara Rojas teve um filho nascido em cativeiro, Emmanuel. O menino está sob proteção do governo colombiano, após ter sido entregue anonimamente em 2005 por um camponês que foi encarregado pelas Farc de cuidar dele. Exames de DNA confirmaram a identidade de Emmanuel no início deste ano.
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