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Sakineh pode ser apedrejada 'a qualquer momento', diz advogado

Segundo defensor, moratória em penas de morte no Irã acaba nesta semana com o fim do Ramadã

06 de setembro de 2010 | 15h 49
AP

TEERÃ- O advogado de Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada a apedrejamento por adultério e por envolvimento no assassinato de seu marido, afirmou nesta segunda-feira, 6, que ele e os filhos da iraniana acreditam que ela deve ser executada em breve.

Sakineh aguarda sua sentença em prisão de Tabriz - Reprodução
Reprodução
Sakineh aguarda sua sentença em prisão de Tabriz

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Segundo Javid Houtan, uma moratória nas penas de morte deve acabar nesta semana no Irã com o fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos. Para o defensor, a sentença de apedrejamento contra Sakineh pode ser cumprida "a qualquer momento".

Hoje, um de seus filhos também afirmou que Sakineh recebeu novamente uma sentença de 99 chibatadas, após um jornal britânico publicar a foto de uma mulher sem véu identificada como ela por engano. O Irã não confirmou oficialmente a nova sentença.

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, alterada para enforcamento.

Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.