Sarkozy pede que Síria pressione o Hamas por trégua em Gaza
Aliado do Hamas, presidente sírio diz que ação israelense é 'crime de guerra'; francês reitera pedido de diálogo
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira, 60 que "não há uma solução militar" para a Faixa de Gaza e pediu para que a Síria exerça seu peso sobre seus aliados islâmicos do Hamas para permitir uma trégua no território palestinos. Sarkozy fez as declarações aos jornalistas depois de se reunir, em Damasco, com o presidente sírio, Bashar al-Assad, como parte da viagem pelo Oriente Médio que o levou na segunda ao Egito, Cisjordânia e Israel, e que terminará nesta terça no Líbano. Veja também: Israel expande incursão e ocupa segunda cidade em Gaza Israel estabelece condição crucial para cessar-fogo em Gaza Amorim reitera pedido de cessar-fogo a Israel Inteligência israelense mapeia região há um ano Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Assista ao vídeo sobre o caos humanitário no YouTube TV Estadão: as consequências do conflito em Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques Crise em Gaza move peão de ''guerra fria'' regional Conflitos constantes marcam famílias e gerações israelenses Sem citar diretamente o Hamas, Sarkozy afirmou que não tem a menor dúvida de que a Síria poderia ajudar a convencer o grupo a aceitar um acordo e escolher o caminho da paz e reconciliação. Além do Irã, o governo sírio é um dos principais apoiadores do Hamas. O presidente Bashar al-Assad qualificou nesta terça-feira a ação militar israelense como um "crime de guerra". Já o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu o diálogo entre todas as partes envolvidas. "A violência deve terminar o mais rápido possível", afirmou Sarkozy, em referência aos ataques israelenses contra Gaza que começaram em 27 de dezembro e também o lançamento de foguetes a partir deste território palestino contra Israel. A Síria, apesar de estar do lado iraniano, vinha negociando indiretamente um acordo de paz com Israel. O conflito congelou o diálogo. Mas o destino da Síria, na avaliação de analistas da região, dependerá muito mais do governo do americano Barack Obama do que do resultado da ofensiva em Gaza.
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