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Sem acordo, presidente libanês promete instalar governo militar

30 de agosto de 2007 | 15h 57
REUTERS

O presidente do Líbano, de tendência

pró-Síria, disse na quinta-feira que vai nomear um governo

interino chefiado pelo comandante do Exército se os líderes do

governo libanês não chegarem ao nome de um chefe de Estado

antes do fim de seu mandato em novembro.

A declaração do presidente Emile Lahoud levou o profundo

conflito político que abala o Líbano a um novo patamar. Em

lados opostos estão o governo anti-Síria, que conta com o apoio

dos Estados Unidos, e uma coalizão oposicionista que inclui

facções aliadas à Síria e ao Irã.

Se Lahoud cumprir a promessa, o resultado poderia ser a

criação de dois governos, se o comandante do Exército, Michel

Suleiman, aceitar o cargo, disseram analistas. Suleiman não

havia comentado a proposta.

"O governo que continua aí e que é inconstitucional ... não

pode assumir o poder se a eleição de um presidente da República

não for possível", disse Lahoud, referindo-se ao gabinete do

premiê Fouad Siniora.

O presidente tem de ser eleito pelo Parlamento, com um

quórum de dois terços, disse Lahoud. "Se isso não acontecer...

o líder do Exército assumirá a chefia do governo por um período

interino, com a missão clara de estabelecer uma lei eleitoral

que seja aceitável para todos", disse ele numa nota.

(Reportagem de Tom Perry)



Tópicos: LIBANO, GOVERNO, MILITAR

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