Seqüestradores de avião sudanês rendem-se na Líbia, diz TV
Emissora estatal afirma que dois homens se entregam após libertar passageiros de aerovane tomada na terça
Os dois seqüestradores do Boeing 737 da companhia sudanesa Sun Air desviado para o aeroporto líbio de Kufra, e que ainda tinham em seu poder seis membros da tripulação renderam-se às autoridades líbias, informou nesta quarta-feira, 27, a televisão estatal do país norte-africano. O Boeing 737 foi seqüestrado na terça com 95 pessoas a bordo (87 passageiros e oito tripulantes) depois de decolar de Nyala, no sul de Darfur, com destino a Cartum, a capital sudanesa. O vôo foi então desviado para Kufra, um oásis no Saara líbio. A informação foi divulgada por Murtada Hassan, diretor executivo da companhia Sun Air. Ele disse ter sido informado da rendição por funcionários do aeroporto líbio de Kufra envolvidos nas negociações. A rendição encerra um seqüestro qualificado como "ato terrorista irresponsável" pelo Ministério das Relações Exteriores do Sudão. Um dos autores do seqüestro identificou-se às autoridades líbias como integrante de um movimento rebelde que luta contra o governo na região sudanesa de Darfur, mas os insurgentes negaram vínculo com o episódio. Hassan, por sua vez, comentou que os seqüestradores agiram por motivos pessoais e que o episódio não estaria relacionado à insurgência em Darfur. Acredita-se que outros seqüestradores tenham-se misturado aos passageiros libertados mais cedo, uma vez que não se sabe ao certo quantas pessoas participaram. Cartum exige a extradição dos suspeitos. O avião saiu da capital de Darfur do Sul, Nyala, para Cartum. A Líbia concedeu permissão para o avião pousar depois que o piloto disse que eles estavam ficando sem combustível, segundo a agência de notícias estatal líbia. Darfur vive um conflito desde que explodiu uma rebelião contra o comando de Cartum, há cinco anos. Especialistas dizem que mais de 2,5 milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas e 200 mil pessoas foram mortas. O número de mortos oficial é de 10 mil. Os rebeldes estão divididos entre várias facções no país.
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