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Servidor público é preso por defender no Twitter a morte de Chávez

Segundo a polícia, engenheiro usou ferramentas da empresa para pedir 'magnicídio' do presidente

09 de setembro de 2010 | 17h 29
estadão.com.br

CARACAS - Um servidor público venezuelano foi preso nesta quinta-feira por enviar mensagens no Twitter defendendo o assassinato do presidente Hugo Chávez.

Segundo a Polícia Científica da Venezuela, o engenheiro Jesús Majano da Corporação Elétrica Nacional enviou mensagens instigando o 'magnicídio' do presidente.

"O engenheiro se valeu de ferramentas da empresa e colocou fotos de Chávez com feridas no rosto, além de sugerir como matá-lo", disse o diretor da Polícia, Wilmer Flores, segundo a agência de notícias estatal AVN.

O Corpo de Investigações Científicas Penais e Criminalísticas (CICPC) apreendeu um telefone BlackBerry e um disco rígido usados pelo suspeito para análise. Um usuário identificado como Majano no Twitter tem sua conta fechada. Em tese, o que ele publica só poderia ser acessado por quem faz parte de sua lista de seguidores.

Chávez com frequência denuncia planos para assassiná-lo. Em julho, algumas pessoas foram presas sob a acusação de desestabilizar o sistema bancário venezuelano com a difusão de boatos no Twitter.



Tópicos: Twitter, Chávez, Venezuela